Esse
sentimento solidário aprendi quando criança. Minha mãe trabalhava no museu, e a
bondade de um diretor, que
viu as dificuldades dela para conseguir alguém que ficasse comigo, permitiu que eu ficasse com ela. Eu vivia rodeada de professores e ganhava muitos presentes. Minhas brincadeiras sempre foram científicas, visualizar células vegetais no microscópio, conhecer um pinguim que foi capturado no nosso litoral, ver cobras vivas, saber a diferença entre elas e até ver uma tartaruga-marinha que não teve um final muito feliz ao se enrolar na rede de pescadores. Além de participar de doações de alimentos e roupas em escolas menos favorecidas. E isso foi importantíssimo, aprender o significado da solidariedade desde criança.
viu as dificuldades dela para conseguir alguém que ficasse comigo, permitiu que eu ficasse com ela. Eu vivia rodeada de professores e ganhava muitos presentes. Minhas brincadeiras sempre foram científicas, visualizar células vegetais no microscópio, conhecer um pinguim que foi capturado no nosso litoral, ver cobras vivas, saber a diferença entre elas e até ver uma tartaruga-marinha que não teve um final muito feliz ao se enrolar na rede de pescadores. Além de participar de doações de alimentos e roupas em escolas menos favorecidas. E isso foi importantíssimo, aprender o significado da solidariedade desde criança.
Porém,
percebo que a palavra voluntariado não evoluiu com o tempo. Porque ainda não
foi modificada nos dicionários brasileiros, que trazem uma definição arcaica,
sem muita coerência com a realidade. Voluntário[1],
segundo o dicionário Priberam, significa: fazer parte de uma corporação por
mera vontade e sem interesse. Uma definição inadequada, porque voluntariar tem
a ver com os interesses de quem pratica e de quem recebe a ação. Um ato de
compromisso, apropriação de uma causa e conhecimentos infinitos dependendo do
trabalho em que você vai atuar. De forma assistencial doando alimentos,
contando histórias ou ensinando, do tipo não dê o peixe, ensine a pescar.
E eu
escolhi um formato que nem imaginava. Sempre ouvi falar da Net Impact, via
algumas fotos, mas não tinha a menor noção de como funcionava. Apenas sabia que
trabalhava com sustentabilidade. Hoje, trabalhando como voluntária e exercendo
um cargo de responsabilidade como diretora de redes, percebo que aprendo muito.
Tudo faz sentido. É um formato diferenciado, não temos uma sede. Geralmente nos
reunimos em um local com o qual temos uma parceria ou, quando está ocupado, nos
reunimos em cafeterias, ou até mesmo na praça de alimentação de algum shopping center. Reportamo-nos para a
Net Impact Central, localizada em São Francisco, Estados Unidos. Entendo mais o
Inglês do que falo, na verdade essa era uma das minhas metas para o ano! Mas isso
não é empecilho para realizarmos o nosso trabalho com responsabilidade.
O
desafio é que conta, e cumprir as metas também! Somos desafiados diariamente,
trabalhamos a distância, captamos voluntários, atualizamos redes sociais,
realizamos eventos diferenciados, fazemos parcerias, damos palestras em
universidades, aprendemos e ensinamos através dos parceiros. E o que mais me
deixa feliz é que nós fomos classificados como os terceiros melhores do mundo. Mariah
Nápoles, nossa Chaptter Programs Associate, Graduate and Professional da Net
Impact, está sempre feliz com os resultados. Principalmente porque fazemos
muito, com quase nada.
Enfim,
voluntariado é apropriação de uma causa, e isso deve ser incentivado desde
criança. Conviver em um museu não me trouxe só conhecimento, ampliou a visão de
mundo que tenho hoje, instigou a minha curiosidade e a abertura para o novo. Ou
seja, para as novas formas de trabalho e conhecimento que estão surgindo.

[1]
"voluntário", em Dicionário Priberam da Língua Portuguesa,
2008-2013, https://www.priberam.pt/DLPO/voluntario, consultado em 30/05/2016.




























