quarta-feira, 1 de junho de 2016

O significado do voluntariado

Às vezes, me pergunto: quando surgiu a ideia de ser voluntária? E fazendo uma reflexão, percebi que aprendi quando criança. Mas o voluntariado na minha cabeça tinha outras vertentes. Sempre achei que só existia um formato. E hoje, trabalhando como voluntária na Net Impact, percebi que existem outros formatos. Tudo evoluiu, até a forma de realizar um trabalho voluntário e ensinar pessoas.
Esse sentimento solidário aprendi quando criança. Minha mãe trabalhava no museu, e a bondade de um diretor, que
viu as dificuldades dela para conseguir alguém que ficasse comigo, permitiu que eu ficasse com ela. Eu vivia rodeada de professores e ganhava muitos presentes. Minhas brincadeiras sempre foram científicas, visualizar células vegetais no microscópio, conhecer um pinguim que foi capturado no nosso litoral, ver cobras vivas, saber a diferença entre elas e até ver uma tartaruga-marinha que não teve um final muito feliz ao se enrolar na rede de pescadores. Além de participar de doações de alimentos e roupas em escolas menos favorecidas. E isso foi importantíssimo, aprender o significado da solidariedade desde criança.
Porém, percebo que a palavra voluntariado não evoluiu com o tempo. Porque ainda não foi modificada nos dicionários brasileiros, que trazem uma definição arcaica, sem muita coerência com a realidade. Voluntário[1], segundo o dicionário Priberam, significa: fazer parte de uma corporação por mera vontade e sem interesse. Uma definição inadequada, porque voluntariar tem a ver com os interesses de quem pratica e de quem recebe a ação. Um ato de compromisso, apropriação de uma causa e conhecimentos infinitos dependendo do trabalho em que você vai atuar. De forma assistencial doando alimentos, contando histórias ou ensinando, do tipo não dê o peixe, ensine a pescar.
E eu escolhi um formato que nem imaginava. Sempre ouvi falar da Net Impact, via algumas fotos, mas não tinha a menor noção de como funcionava. Apenas sabia que trabalhava com sustentabilidade. Hoje, trabalhando como voluntária e exercendo um cargo de responsabilidade como diretora de redes, percebo que aprendo muito. Tudo faz sentido. É um formato diferenciado, não temos uma sede. Geralmente nos reunimos em um local com o qual temos uma parceria ou, quando está ocupado, nos reunimos em cafeterias, ou até mesmo na praça de alimentação de algum shopping center. Reportamo-nos para a Net Impact Central, localizada em São Francisco, Estados Unidos. Entendo mais o Inglês do que falo, na verdade essa era uma das minhas metas para o ano! Mas isso não é empecilho para realizarmos o nosso trabalho com responsabilidade.
O desafio é que conta, e cumprir as metas também! Somos desafiados diariamente, trabalhamos a distância, captamos voluntários, atualizamos redes sociais, realizamos eventos diferenciados, fazemos parcerias, damos palestras em universidades, aprendemos e ensinamos através dos parceiros. E o que mais me deixa feliz é que nós fomos classificados como os terceiros melhores do mundo. Mariah Nápoles, nossa Chaptter Programs Associate, Graduate and Professional da Net Impact, está sempre feliz com os resultados. Principalmente porque fazemos muito, com quase nada.

Enfim, voluntariado é apropriação de uma causa, e isso deve ser incentivado desde criança. Conviver em um museu não me trouxe só conhecimento, ampliou a visão de mundo que tenho hoje, instigou a minha curiosidade e a abertura para o novo. Ou seja, para as novas formas de trabalho e conhecimento que estão surgindo.




[1] "voluntário", em Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, 2008-2013, https://www.priberam.pt/DLPO/voluntario, consultado em 30/05/2016.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Rádio Variété, na rua com você

Como a maioria das pessoas sabe, o rádio foi um dos primeiros veículos de comunicação popular lançado no Brasil. Conhecido como um dos maiores veículos de comunicação de massa do País, tem a capacidade de atingir as mais variadas faixas etárias, mexer com a imaginação do público e ir a lugares longínquos, sem qualquer infraestrutura. Esse equipamento é referência do espetáculo Rádio Variété. Um programa de rádio ao vivo com a participação de três atores, que são também palhaços. O espetáculo é patrocinado pelo Programa Petrobrás Distribuidora de Cultura.
 Para quem não sabe, a radiodifusão surgiu no Brasil em 1922, na cidade do Rio de Janeiro, no dia 07 de setembro. Surgiu com a celebração do centenário da Independência do Brasil, nos pavilhões da Westinghouse Electric, responsável pela montagem dos equipamentos de radiotransmissão e pela primeira transmissão radiofônica no País. “Desde então, o rádio ficou conhecido, segundo Roquete Pinto, como: o jornal de quem não sabe ler; é o mestre de quem não pode ir à escola; é o divertimento gratuito do pobre; é o animador de novas esperanças; o consolador do enfermo; o guia dos sãos, desde que o realizem com espírito altruísta e elevado”[1].


Já o palhaço, surgiu no Brasil no século XIX, e vem inovando em suas apresentações através dos tempos. Não existe local definido para um palhaço se apresentar, sua plateia pode ser singela, em uma calçada, um circo ou até um grande espetáculo de teatro. Sua função é tirar sorrisos de coisas simples ou até mesmo de perdas. Por que não? É a forma que ele encontra para transmitir sua mensagem: perca, mas leve na esportiva – talvez na próxima, ganhe em dobro. Suas roupas coloridas, seu nariz arredondado e sua maneira de interpretar situações nas mais variadas formas arrancam sorrisos momentâneos e curam a tristeza!

E, para lembrar a importância desse veículo de comunicação, o espetáculo cultural Rádio Variété veio a Porto Alegre apresentar seu trabalho na casa de Cultura Mário Quintana em um sábado frio de outono. Mesmo com um vento gelado e o tempo nublado, conquistou a plateia com sátiras, além de música, dança, teatro de bonecos e brincadeiras.
A Lamínima, produtora do espetáculo, soube trazer a sutileza e simplicidade do teatro de rua, criando um momento divertido e criativo que encantou quem teve a oportunidade de participar do evento. Principalmente as crianças, que fizeram a festa com as brincadeiras do palhaço. Além disso, uma intérprete em libras proporcionou ao público com problemas auditivos estar próximo à cultura e a atores como Domingos Montagner, Fernando Sampaio e Filipe Bregatim. E essa é a função principal do rádio: atingir as mais variadas faixas etárias, provocar a imaginação do público e ir a lugares insólitos, onde quer que esteja o ouvinte.



[1] http://www.sarmento.eng.br/Historia.htm

sexta-feira, 6 de maio de 2016

A gastronomia é uma arte...

A Região Sul é conhecida pela mistura de colonizações, italianas, alemãs, espanhola, dentre outras. Todas elas trouxeram suas influências para a culinária gaúcha. No Sul,
a maioria das confraternizações é gerada em torno da alimentação. Além de reunir pessoas e ampliar o círculo de amizades, também acompanha o bom e velho chimarrão. E para unir o útil ao agradável, a capital gaúcha recebeu um festival já consagrado em Minas Gerais e Fortaleza, o Festival Fartura! Boa gastronomia aliada à música e ao teatro. Bem como à venda de pratos típicos e a espaços interativos.
O projeto Festival Fartura rodou 68 mil quilômetros, pelas principais estradas do País, com o objetivo de descobrir as influências culturais de cada região na culinária brasileira. Ao todo, foram percorridos 26 estados, e o Distrito Federal, degustando os sabores de cada região. O projeto visitará São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza e fez uma paradinha em Porto Alegre, apresentando o resultado dessa expedição.
Uma boa comida, bom chimarrão em uma roda de amigos, aquele churrasco esperto e futebol são as referências da nossa região. É muito difícil você ir a um lugar e não ser convidado para comer um churrasco, tomar um café com bolo de chocolate ou um chá com biscoito. Para gaúcho, a alimentação é o centro das atenções. E o Festival Fartura trouxe a valorização do alimento, as misturas de temperos e tradições de cada região por onde passou, nas suas mais variadas formas. Como, por exemplo, experimentar um Mungunzá do Sertão e Mar ou Ragu de Espinhaço de Cordeiro com Polenta Mole ou um Quibe do Sertão? Pois é, esses são apenas alguns pratos que surgiram nessa experimentação de sabores, aromas e afetos.
O evento foi realizado em um local espaçoso e acolhedor com uma vista maravilhosa do lago Guaíba. O espaço foi decorado nos moldes de um típico bar a céu aberto, com barracas de alimentação, food trucks conhecidos de Porto Alegre, bancas com petiscos, doces e até uma cachaça artesanal, que fizeram a alegria dos visitantes. Além disso, estava disponível o espaço interativo
Senac, com aulas e orientações dos mais renomados chefs brasileiros. E, o que não poderia faltar: um costelão 12 horas assado em fogo de chão produzido por Jorge Aita. Todos os pratos podiam ser degustados ao valor de R$ 15,00 a R$ 25,00.

Enfim, o Festival Fartura passou, vai deixar saudade e um gostinho de quero mais. Proporcionou o experimento de novos sabores, conhecer os novos aspectos da culinária brasileira e a quebra de paradigmas regionais. Culinária que, para nós, parecia tão distante e ao mesmo tempo tão próxima, principalmente pela miscigenação cultural do nosso estado. Ou seja, a cultura ainda é um nicho a ser explorado, e quando explorada com a devida sutileza, nos traz descobertas maravilhosas...



domingo, 1 de maio de 2016

Lamentável

Depois de tantas reviravoltas na política, decidi me abster de determinados assuntos. Principalmente após o Show da Xuxa dos nossos queridos parlamentares. Só quero agradecer por me sentir envergonhada mundialmente, após a grande brincadeira que foi a votação pelo Impeachment. Nós, brasileiros, sequer fomos citados durante o pleito. Percebi que nosso país foi e sempre será guiado pelo ego. Eu e meu, o nós, vós e eles nunca serão conjugados neste país. Consequentemente, jamais haverá mudanças se a grande maioria dos parlamentares continuarem conjugando todos os verbos em uma só pessoa: a própria.

Então, vamos mudar o rumo desta prosa e falar de coisas boas e positivas.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

É triste bater na mesma tecla, mas a saúde pública está sofrendo

Existem assuntos que não querem calar. “A saúde é um direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”, segundo o artigo 196 da Constituição Federal. No entanto, a saúde pública clama constantemente por ajuda. Troca presidente, governo, prefeito, e a culpa é sempre da escassez de recursos. A CPMF foi inserida para melhorar a situação da saúde e não resolveu. Postos de saúde em situações precárias, hospitais que nunca foram inaugurados nem acabados. Além disso, neste ano de 2016, surgiram as epidemias.

Em 1997, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lançou a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), com o intuito de arrecadar verbas para a saúde pública, com previsão de duração de quatro anos. O imposto inicialmente foi de 0,25% sobre cada movimentação bancária. Em 2002, a alíquota passaria a 0,38%. Porém, a lei vigorou até 2007. E hoje, a situação continua a mesma, e querem reativar a contribuição com o objetivo de tapar o rombo da previdência social, cobrando 0,2% sobre cada movimentação financeira. E mais uma vez, o povo paga uma conta que nunca tem fim.


Mas não é só isso que preocupa, em pleno século XXI o mosquito é o grande vilão de uma epidemia nacional, e em alguns casos até internacional, como a Zyka. Além da Dengue e da Chikungunya. Um inseto aparentemente inofensivo está sem controle devido à resistência da população em colocar em prática ações de combate ao mosquito. Como se não bastasse, no Rio Grande do Sul surgem a caxumba e a gripe A, que já fez cinco vítimas no estado.

Então, fico me perguntando por que as coisas não mudam? O sistema tem uma estrutura física precária e ineficiente, faltam materiais e recursos humanos, não existe manutenção preventiva em prédios, e algumas vezes os profissionais são obrigados a improvisar para atenderem seus pacientes. Entra governo, sai governo, e não muda absolutamente nada.

Hoje, a população brasileira está à mercê da incerteza do futuro. A música da cantora Simone retrata bem a situação do povo brasileiro. “Como será o amanhã, responda quem puder, o que irá me acontecer, o meu destino será como Deus quiser.” Seria engraçado se não fosse triste. E a população brasileira está assim, na insegurança, sem garantias de dias melhores. Mas ainda com esperança de mudanças positivas. De um sistema de saúde que lhe conceda pelo menos o básico. Conforme o artigo 196 da Constituição Federal.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Sabe quando o universo colabora contigo, e junta um grupo de pessoas geniais?

Neste final de semana, foi assim. Foram três dias de informação, descontração, diversão, música e trocas de experiências acerca da sustentabilidade. Eu, particularmente, fiquei encantada com a quantidade de pessoas que conheci. Todos fizeram a diferença em minha vida, além de plantar uma sementinha que contribuiu para o meu desenvolvimento. O Seminário Internacional de Educação foi grandioso. Os workshops proporcionados pela Net Impact, na qual sou voluntária e diretora de redes, trouxeram temáticas importantes nos dias de hoje, a necessidade de reaprender a dialogar e soluções criativas para ONGs.
Ter conhecimento é muito bom, e de uma forma diferenciada, melhor ainda! O Seminário Internacional de Educação proporcionou a expansão do conhecimento sobre o tema sustentabilidade. Uniu o social, econômico, ambiental e um aspecto curioso, o sagrado! Abordado pela professora Andree de Rider Vieira, uma pessoa com uma energia maravilhosa, além da sensibilidade na abordagem, no painel Cidades Transtornadas – A crise ambiental no espaço urbano. Não estamos falando aqui de tipologia religiosa, mas da espiritualidade em si. No que eu, você, nós acreditamos. E valores como: cooperação, respeito, amizade, amorosidade, paciência, tolerância, confiança, cuidado, criatividade e diálogo são raízes para a transformação.

Outro tema curioso e destaque, em minha opinião, foi: Cidadania, com o painel Política e mobilização social. Debatido por duas pessoas incríveis que tive o privilégio de conhecer, a Líder Comunitária, Promotora Legal e Presidente da ONG Centro de Educação Vila Pinto Marli Medeiros e Eduardo Rombauer, profissional de desenvolvimento em processos participativos e Mestre em Prática Social Reflexiva pela LMU (London Metropolitan University) e membro do Instituto Democracia e Sustentabilidade, além de criador do site www.vempraroda.com.br. Duas pessoas com vivências totalmente distintas, mas com uma sintonia e suavidade impressionantes. Marli com seu jeito determinado, seguro, e ao mesmo tempo carismática, apresentou sua trajetória na ONG. Já Eduardo com sua tranquilidade, mostrou sua trajetória em movimentos políticos e como as pessoas podem articular entre si questões políticas, ou não, de forma pacífica. E a sua articulação entre os grupos montou o Vem pra Roda. Um movimento que busca convidar as pessoas para a discussão sobre política, de um jeito bacana e sensato pra valer. Além de registrar e compartilhar experiências.

Além disso, Eduardo ministrou o workshop Reaprender a Dialogar. Na verdade, foi um bate-papo superinteressante, com dinâmicas sobre a nossa percepção corpórea em um diálogo conflitante, como perceber o próprio desconforto e ouvir o outro. Sem que isso se torne um incômodo, e aprender que o conflito é necessário para a resolução dos problemas. Mas a sua consciência corporal e a reação diante do conflito são o mais importante. Perceber o que o incomoda, respirar, ter uma visão do entorno, tudo isso – em apenas um minuto – pode fazer a diferença. E para a cultura da paz, é necessário o autoconhecimento.

Já o workshop de soluções criativas para ONGs trouxe como base ferramentas de design thinking, ministrado por Caco Idiart, da Nano BizTools.Uma ferramenta que pode ser usada para quase tudo. Um bate-papo superdescontraído, além de algumas colocações comuns nos dois eventos (o do sábado e o do domingo), a necessidade de conhecer o outro, o local, o entorno. Vejam como é importante conhecer o local sem interferir na vida das pessoas, apenas conhecer o cotidiano, hábitos das pessoas. Isso faz uma grande diferença na montagem de projetos e solução de problemas simples. Além do brainstorming de ideias, é claro, sem critérios, apenas ideias. Porque, hoje, grandes sacadas podem surgir de sugestões absolutamente absurdas.
Além de debates interessantes, a Virada trouxe a união dos diferentes grupos envolvidos, através do esporte,
remadas de stand up padle, passeios de bicicletas, contação de histórias, recolhimento de lixo na Orla do Guaíba, coleta de lixo eletrônico, bem como algumas curiosidades, uma árvore que carrega o celular com o armazenamento da energia solar, e se pode escutar música ou ler um livro enquanto carrega o aparelho.
Embora a sustentabilidade seja tratada por muitas pessoas como apenas uma questão ambiental, a Virada Sustentável veio para Porto Alegre para ampliar a visão dos públicos e mostrar o quanto esse tema é amplo. Não são apenas os ecochatos falando, e sim um ciclo abrangente de ações, comportamentos, atitudes, sentimentos e espiritualidade, que complementam o social, econômico e ambiental. Tudo está interligado. A sustentabilidade é o ponto de equilíbrio do ser humano e a sua relação com o meio ambiente. Foram três dias de muita informação, colaboração e trocas geniais.



terça-feira, 5 de abril de 2016

Após o caos, as dúvidas e a insegurança


Depois de quinze dias de caos, é chegada a hora de estabilizar as emoções e partir para a realidade. Nosso país está em crise política, e nós, brasileiros, não queremos mais sequer ouvir falar na palavra corrupção ou em Lava Jato. A população se encontra dividida com relação às questões políticas. A presidente Dilma, metendo os pés pelas mãos ao colocar Lula como ministro; a coligação do PMDB e PT tem seu fim; e Michel Temer, preparando seu governo para um possível pedido de impeachment.

Isso significa que a revolta da população brasileira simplesmente é o reflexo de tantos anos de corrupção. Na verdade, essa corrupção sempre existiu, independente de governo. Se formos avaliar nossa história política, e vasculharmos documentos e processos, veremos que esse caso de agora não é o único. Mas chega um determinado momento em que o povo sofre com o abuso do poder. A situação econômica atual está insustentável. Lembro, em 2006, que nós brasileiros manifestamos a insatisfação nas urnas. Do total dos votos, 27% foram nulos e brancos. Esse ranking só perdeu para 1998, quando o percentual de nulos e brancos atingiu 36% do total das urnas de todo o País. Lembro muito bem, foi um tapa de luva para a classe política. Ninguém imaginou que aconteceria o que vivemos hoje. E não duvido que essa situação se repita. Porque não teremos muitas opções na conjuntura atual.

No entanto, me decepcionei ao ver a presidente Dilma dando um tiro no pé. Pois a admiro como pessoa, batalhadora, militante de uma causa, e tinha nas mãos uma situação de desequilíbrio. Que poderia ser contornada com o tempo. Porém, a emoção superou a razão ao proteger Lula, e com um vice de oposição, já era difícil contornar as divergências. Imaginem, a nossa credibilidade, que já estava abalada, foi destruída em cadeia internacional, numa fração de minutos. Eu nem sequer estava acreditando no que assistia. Mas, enfim, brigas à parte, foi muito barulho por nada. Lula assumiu e foi cassado em questão de horas. A imagem de um país que levou anos para se firmar no mercado internacional foi por água abaixo, o mercado financeiro oscilou como nunca durante três dias, e o desemprego atinge todas as classes sociais. O povo foi às ruas novamente, brigas, vaias e várias manifestações de sindicatos, e inclusive da classe empresarial, contra o governo. Não precisava, Presidente Dilma.

Então, agora temos um PMDB sendo pressionado a desfazer uma coligação com o PT nacionalmente. Um vice que a maioria não quer porque também não é confiável. E o que fazer, meu povo?
Só restam as urnas para nos salvar. Infelizmente, teremos que peneirar muito, ou terá que nascer um novo ser, para nos trazer uma esperança de melhoria.

sábado, 2 de abril de 2016

O país do caos

Às vezes, fico pensando que escrever sobre determinadas coisas é bater na mesma tecla. Mas hoje, é impossível calar. Diante de tantas manifestações que insistem em inundar os veículos de comunicação. Principalmente, porque o Brasil vive a maior crise político-financeira dos últimos tempos. Agora, será que a população tem algum conhecimento político? Você lembra a época dos caras-pintadas?
Essas manifestações me lembram de 1992, o movimento dos caras-pintadas.Esse nome foi dado aos movimentos estudantis que foram para as ruas reivindicar o impeachment do presidente Fernando Collor. Naquela época, os movimentos tinham conteúdo.
Por ser uma manifestação estudantil, a grande maioria dominava o assunto. Eram jovens realmente engajados na política. Era lindo assistir à argumentação daqueles jovens.
Hoje, os tempos são outros. E o Collor, este continua por aí, com sua carreira política, como se nada tivesse acontecido. Realmente, o povo não tem memória. E as manifestações no dia de hoje deixam uma dúvida no ar. Será que um percentual significativo destas seis milhões e quatrocentas mil pessoas anunciadas pela mídia tem o domínio das questões políticas do nosso país? Porque sinceramente, eu não tenho! E a partir de agora vou tentar me inteirar um pouco mais sobre política. Já que toda essa movimentação trará algum resultado. Só não sabemos qual. Pois a repercussão mundial foi grande!
Os veículos de comunicação enfatizam que a população brasileira atingiu a maturidade política, uma vez que os protestos foram pacíficos. Na verdade, a maturidade política não pode ser mensurada pela passividade dos manifestantes. E sim, pela educação política do indivíduo, não só política, mas a educação em si. Que deixa a desejar em nosso país.Então, se o impeachment ocorrer, quem vai governar o País?
Por isso, é chegada a hora do conhecimento, do engajamento político, econômico e social. Não só por meio dos veículos de comunicação, adquirir conhecimento da história política de outros países, crises semelhantes à nossa. Para que a luta do povo brasileiro não seja em vão e não cometamos os mesmos erros. Pois só o conhecimento proporciona a evolução.
Vamos começar conhecendo o manifesto do Ministério Público Federal para combater a corrupção e a impunidade. É um documento que tem por objetivo coletar 1,5 milhões de assinaturas para apresentar o projeto de lei de iniciativa popular ao Congresso Nacional.

Então, vamos fazer a nossa parte. Vamos iluminar o caos em que se encontra o nosso país com a luz do conhecimento. E, depois, interferir construtivamente nessa realidade com atitudes conscientes. CarlaMayumi, no blog papodehomem.com.br, disse: "Desejo que as pessoas que se manifestam hoje não sejam apenas "rebeldes se causa" - posicionando-de apenas contra algo - mas também revolucionárias - a favor de algo. (...) A Lei do Acesso à Informação já está aí para nos ajudar. A política precisa de gente todos os dias".
Este vídeo mostra um pouco, que é possível discutir política com coerência.



quarta-feira, 9 de março de 2016

E a Virada Sustentável chegou virando a cidade



Porto Alegre é conhecida como uma das cidades mais arborizadas da região sul, além disso, abriga a rua considerada mais bonita do mundo. A cidade cativa pela hospitalidade, solidariedade, iniciativas em prol das questões ambientais, além da diversidade cultural. Essas características foram primordiais para trazer à capital gaúcha um dos maiores eventos de mobilização colaborativa para sustentabilidade do Brasil, e um dos maiores do mundo.


Após cinco anos de realização em São Paulo, a Virada Sustentável está invadindo as principais capitais do Brasil, e Porto Alegre não poderia ficar de fora. A Virada tem por objetivo disseminar conteúdos sobre sustentabilidade, por meio da educação, arte e esportes.

O ponto alto das atividades será o Seminário Internacional
de Sustentabilidade, que acontecerá nos dias 1º e 02 de abril no Auditório Araújo Vianna. Abordará temas como: mudanças climáticas, cidade resiliente, ética e consumo, educação para sustentabilidade, arte e cultura, dentre outros temas.

A programação será intensa, com atividades para todas as idades. Show de abertura no Largo Glênio Peres e atividades nos Ecopontos localizados no Parque Marinha do Brasil, Redenção e Parcão. O esporte também ganhou espaço, com passeios de bicicleta e passeios com grupos de esqueitistas. A Zona Sul também será contemplada, um grupo de esportes aquáticos vai colorir a orla na tarde do dia 02.

Com certeza, a Virada Sustentável ficará na história de Porto Alegre, ao trazer conhecimento, arte e bem-estar, “mobilizando pessoas, grupos e instituições que têm objetivos comuns: melhorar a sociedade e a sua relação com o meio ambiente”. Siga as redes sociais, você terá condições de acompanhar diariamente a grade de programação e as ações de mobilização social que estão virando Porto Alegre.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Textos, só isto!: A beleza está nos olhos de quem vê. Mas a sabedoria está nas mãos daqueles que sabem ensinar com criatividade

Textos, só isto!: A beleza está nos olhos de quem vê. Mas a sabedoria está nas mãos daqueles que sabem ensinar com criatividade

A beleza está nos olhos de quem vê. Mas a sabedoria está nas mãos daqueles que sabem ensinar com criatividade



Neste final de semana, tive uma oportunidade ímpar! Participar de um curso em uma escola onde realizam imersões em várias línguas, dentre elas o Inglês. No entanto, nunca pensei que fazer um curso de Inglês em três dias me traria tantas oportunidades e sensações diferenciadas. Sempre digo, a beleza está nos olhos de quem vê. Nesse caso, nos meus olhos. Mas a sabedoria está nas mãos daqueles que sabem ensinar com paciência e criatividade. E o lugar onde se encontra isso existe!


Chama-se The Fools, em meio à natureza, localizado na zona rural de Novo Hamburgo. Um lugar simples, aconchegante, com casas construídas a partir das técnicas de bioconstrução. A alimentação é toda vegetariana e quase todos os produtos servidos foram produzidos no local. Para quem não está acostumado com esse tipo de alimentação, vale a pena o sacrifício. Você pode iniciar a imersão por três dias. Depois, se gostar, encare os cinco dias. Não vai se arrepender!


Além disso, estar junto à natureza é uma dádiva, principalmente para as pessoas que moram em grandes capitais, como por exemplo Porto Alegre. Estar no The Fools é um momento mágico, vai muito além de uma simples aula de Inglês, significa aguçar os sentidos, vivenciar sentimentos e emoções. Além, é claro, de conhecer pessoas de várias partes do Brasil.

Fazer a imersão na escola é entregar-se de corpo alma ao que está por vir. Só assim, você terá a chance de vivenciar situações inexplicáveis e aproveitar todo o potencial que a escola oferece. O que vale no momento é a entrega pura e simples, sem medos ou culpa. Pois sempre haverá alguém para incentivá-lo e estimular a conversação. O lema da escola é aprender com a prática.
Então, vamos lá, abra os seus olhos para essa beleza, participe, aprenda e divirta-se no The Fools, onde a principal didática é a criatividade! Você vai perceber que falar Inglês pode ser mais simples e divertido do que você imagina.