Existem assuntos que não querem calar. “A saúde é um
direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e
econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e ao
acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção
e recuperação”, segundo o artigo 196 da Constituição Federal. No entanto, a
saúde pública clama constantemente por ajuda. Troca presidente, governo,
prefeito, e a culpa é sempre da escassez de recursos. A CPMF foi inserida para
melhorar a situação da saúde e não resolveu. Postos de saúde em situações
precárias, hospitais que nunca foram inaugurados nem acabados. Além disso,
neste ano de 2016, surgiram as epidemias.
Em 1997, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lançou
a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), com o intuito
de arrecadar verbas para a saúde pública, com previsão de duração de quatro
anos. O imposto inicialmente foi de 0,25% sobre cada movimentação bancária. Em
2002, a alíquota passaria a 0,38%. Porém, a lei vigorou até 2007. E hoje, a
situação continua a mesma, e querem reativar a contribuição com o objetivo de
tapar o rombo da previdência social, cobrando 0,2% sobre cada movimentação
financeira. E mais uma vez, o povo paga uma conta que nunca tem fim.
Mas não é só isso que preocupa, em pleno século XXI o
mosquito é o grande vilão de uma epidemia nacional, e em alguns casos até
internacional, como a Zyka. Além da Dengue e da Chikungunya. Um inseto
aparentemente inofensivo está sem controle devido à resistência da população em
colocar em prática ações de combate ao mosquito. Como se não bastasse, no Rio
Grande do Sul surgem a caxumba e a gripe A, que já fez cinco vítimas no estado.
Então, fico me perguntando por que as coisas não mudam? O
sistema tem uma estrutura física precária e ineficiente, faltam materiais e
recursos humanos, não existe manutenção preventiva em prédios, e algumas vezes
os profissionais são obrigados a improvisar para atenderem seus pacientes.
Entra governo, sai governo, e não muda absolutamente nada.
Hoje, a população brasileira está à mercê da incerteza do
futuro. A música da cantora Simone retrata bem a situação do povo brasileiro. “Como
será o amanhã, responda quem puder, o que irá me acontecer, o meu destino será
como Deus quiser.” Seria engraçado se não fosse triste. E a população brasileira
está assim, na insegurança, sem garantias de dias melhores. Mas ainda com
esperança de mudanças positivas. De um sistema de saúde que lhe conceda pelo
menos o básico. Conforme o artigo 196 da Constituição Federal.









