quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018


Ócio Criativo

Estar desempregada é muito chato! Tem-se muito tempo, e administrar esse tempo não é fácil. Não pensar besteira, e não se deixar levar pela depressão também são desafios diários. Principalmente quando não se tem grana. Mas às vezes o destino dá um auxílio, e a criatividade aflora e tu unes o útil ao agradável. E foi assim que surgiu o Eco Brunch – Conexão entre Shopping e Floresta.

Um evento organizado por Cleusa Silveira Leite e Lara Ely. Mas por que fazer um evento de sustentabilidade em um shopping? Nada a ver! Sim, tem tudo a ver. Porque o shopping pode ser um agente multiplicador da informação, principalmente se essa informação for canalizada para assuntos do interesse público de forma saudável e criativa. Tanto que agora as universidades entraram nesse movimento. Por isso tenho certeza de que o shopping pode ser um meio influenciador de massa. Tu tens ideia de quantas pessoas circulam em um shopping diariamente? Não, nem eu. Mas sei que são muitas pessoas. E um dia entrei no shopping Iguatemi e conheci um local interessante, cheio de verde. Isso já me deu uma alegria, queria aquela parede verde só pra mim. Entrei no local, me apresentaram a proposta, achei ousada, maluca e desafiadora. No mesmo instante em que o menino falava, minha cabeça borbulhava de tantas ideias que poderiam ser feitas naquele lugar. Ao sair do local, conversei com a Lara e disse que ela tinha que conhecer, blá-blá-blá. Agendamos uma reunião, e com toda humildade nos apresentamos, contamos um pouco das nossas vidas e do nosso interesse. Como um passe de mágica, o proprietário topou na hora, tinha até data. Nascia ali o Eco Brunch – Conexão entre Shopping e Floresta. Nós, com aquela cara de espanto, saímos felizes.

Agora pergunta se vamos ganhar dinheiro com isso? Não.
Mas te digo que vamos proporcionar para as pessoas conhecimento, experiência, interação, networking, percepção dos sentidos e do corpo. E para nós, isso já é o máximo. Porque é por meio da informação que as pessoas fazem suas escolhas. Saudáveis ou não. Tudo na vida é uma questão de escolha, consciente ou inconsciente.

Então venha, descubra e participe do Eco Brunch no PierX - Conexão Shopping Floresta.
Inscrições pelo Link: http://bit.ly/2ow61HF


Uma parada para aventuras...


Já faz algum tempo que não posto neste espaço. Um dos motivos da parada, foi participar de um projeto na área de educação ambiental  e  eficiência energética como produtora. Foram quase 30 mil kilometros  percorridos em estradas do interior do Rio Grande do Sul. E agora em terra, está na hora de retomar os trabalhos em prol do conhecimento. Pois quem me conhece, sabe que sou uma pessoa que adora uma novidade e curiosa por natureza. 

Tenho uma inquietude para conhecer coisas novas e na medida do possível auxiliar quem precisa, divulgando trabalhos desconhecidos ou conectando lugares e pessoas.

Sejam  todos bem vindos.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

O significado do voluntariado

Às vezes, me pergunto: quando surgiu a ideia de ser voluntária? E fazendo uma reflexão, percebi que aprendi quando criança. Mas o voluntariado na minha cabeça tinha outras vertentes. Sempre achei que só existia um formato. E hoje, trabalhando como voluntária na Net Impact, percebi que existem outros formatos. Tudo evoluiu, até a forma de realizar um trabalho voluntário e ensinar pessoas.
Esse sentimento solidário aprendi quando criança. Minha mãe trabalhava no museu, e a bondade de um diretor, que
viu as dificuldades dela para conseguir alguém que ficasse comigo, permitiu que eu ficasse com ela. Eu vivia rodeada de professores e ganhava muitos presentes. Minhas brincadeiras sempre foram científicas, visualizar células vegetais no microscópio, conhecer um pinguim que foi capturado no nosso litoral, ver cobras vivas, saber a diferença entre elas e até ver uma tartaruga-marinha que não teve um final muito feliz ao se enrolar na rede de pescadores. Além de participar de doações de alimentos e roupas em escolas menos favorecidas. E isso foi importantíssimo, aprender o significado da solidariedade desde criança.
Porém, percebo que a palavra voluntariado não evoluiu com o tempo. Porque ainda não foi modificada nos dicionários brasileiros, que trazem uma definição arcaica, sem muita coerência com a realidade. Voluntário[1], segundo o dicionário Priberam, significa: fazer parte de uma corporação por mera vontade e sem interesse. Uma definição inadequada, porque voluntariar tem a ver com os interesses de quem pratica e de quem recebe a ação. Um ato de compromisso, apropriação de uma causa e conhecimentos infinitos dependendo do trabalho em que você vai atuar. De forma assistencial doando alimentos, contando histórias ou ensinando, do tipo não dê o peixe, ensine a pescar.
E eu escolhi um formato que nem imaginava. Sempre ouvi falar da Net Impact, via algumas fotos, mas não tinha a menor noção de como funcionava. Apenas sabia que trabalhava com sustentabilidade. Hoje, trabalhando como voluntária e exercendo um cargo de responsabilidade como diretora de redes, percebo que aprendo muito. Tudo faz sentido. É um formato diferenciado, não temos uma sede. Geralmente nos reunimos em um local com o qual temos uma parceria ou, quando está ocupado, nos reunimos em cafeterias, ou até mesmo na praça de alimentação de algum shopping center. Reportamo-nos para a Net Impact Central, localizada em São Francisco, Estados Unidos. Entendo mais o Inglês do que falo, na verdade essa era uma das minhas metas para o ano! Mas isso não é empecilho para realizarmos o nosso trabalho com responsabilidade.
O desafio é que conta, e cumprir as metas também! Somos desafiados diariamente, trabalhamos a distância, captamos voluntários, atualizamos redes sociais, realizamos eventos diferenciados, fazemos parcerias, damos palestras em universidades, aprendemos e ensinamos através dos parceiros. E o que mais me deixa feliz é que nós fomos classificados como os terceiros melhores do mundo. Mariah Nápoles, nossa Chaptter Programs Associate, Graduate and Professional da Net Impact, está sempre feliz com os resultados. Principalmente porque fazemos muito, com quase nada.

Enfim, voluntariado é apropriação de uma causa, e isso deve ser incentivado desde criança. Conviver em um museu não me trouxe só conhecimento, ampliou a visão de mundo que tenho hoje, instigou a minha curiosidade e a abertura para o novo. Ou seja, para as novas formas de trabalho e conhecimento que estão surgindo.




[1] "voluntário", em Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, 2008-2013, https://www.priberam.pt/DLPO/voluntario, consultado em 30/05/2016.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Rádio Variété, na rua com você

Como a maioria das pessoas sabe, o rádio foi um dos primeiros veículos de comunicação popular lançado no Brasil. Conhecido como um dos maiores veículos de comunicação de massa do País, tem a capacidade de atingir as mais variadas faixas etárias, mexer com a imaginação do público e ir a lugares longínquos, sem qualquer infraestrutura. Esse equipamento é referência do espetáculo Rádio Variété. Um programa de rádio ao vivo com a participação de três atores, que são também palhaços. O espetáculo é patrocinado pelo Programa Petrobrás Distribuidora de Cultura.
 Para quem não sabe, a radiodifusão surgiu no Brasil em 1922, na cidade do Rio de Janeiro, no dia 07 de setembro. Surgiu com a celebração do centenário da Independência do Brasil, nos pavilhões da Westinghouse Electric, responsável pela montagem dos equipamentos de radiotransmissão e pela primeira transmissão radiofônica no País. “Desde então, o rádio ficou conhecido, segundo Roquete Pinto, como: o jornal de quem não sabe ler; é o mestre de quem não pode ir à escola; é o divertimento gratuito do pobre; é o animador de novas esperanças; o consolador do enfermo; o guia dos sãos, desde que o realizem com espírito altruísta e elevado”[1].


Já o palhaço, surgiu no Brasil no século XIX, e vem inovando em suas apresentações através dos tempos. Não existe local definido para um palhaço se apresentar, sua plateia pode ser singela, em uma calçada, um circo ou até um grande espetáculo de teatro. Sua função é tirar sorrisos de coisas simples ou até mesmo de perdas. Por que não? É a forma que ele encontra para transmitir sua mensagem: perca, mas leve na esportiva – talvez na próxima, ganhe em dobro. Suas roupas coloridas, seu nariz arredondado e sua maneira de interpretar situações nas mais variadas formas arrancam sorrisos momentâneos e curam a tristeza!

E, para lembrar a importância desse veículo de comunicação, o espetáculo cultural Rádio Variété veio a Porto Alegre apresentar seu trabalho na casa de Cultura Mário Quintana em um sábado frio de outono. Mesmo com um vento gelado e o tempo nublado, conquistou a plateia com sátiras, além de música, dança, teatro de bonecos e brincadeiras.
A Lamínima, produtora do espetáculo, soube trazer a sutileza e simplicidade do teatro de rua, criando um momento divertido e criativo que encantou quem teve a oportunidade de participar do evento. Principalmente as crianças, que fizeram a festa com as brincadeiras do palhaço. Além disso, uma intérprete em libras proporcionou ao público com problemas auditivos estar próximo à cultura e a atores como Domingos Montagner, Fernando Sampaio e Filipe Bregatim. E essa é a função principal do rádio: atingir as mais variadas faixas etárias, provocar a imaginação do público e ir a lugares insólitos, onde quer que esteja o ouvinte.



[1] http://www.sarmento.eng.br/Historia.htm

sexta-feira, 6 de maio de 2016

A gastronomia é uma arte...

A Região Sul é conhecida pela mistura de colonizações, italianas, alemãs, espanhola, dentre outras. Todas elas trouxeram suas influências para a culinária gaúcha. No Sul,
a maioria das confraternizações é gerada em torno da alimentação. Além de reunir pessoas e ampliar o círculo de amizades, também acompanha o bom e velho chimarrão. E para unir o útil ao agradável, a capital gaúcha recebeu um festival já consagrado em Minas Gerais e Fortaleza, o Festival Fartura! Boa gastronomia aliada à música e ao teatro. Bem como à venda de pratos típicos e a espaços interativos.
O projeto Festival Fartura rodou 68 mil quilômetros, pelas principais estradas do País, com o objetivo de descobrir as influências culturais de cada região na culinária brasileira. Ao todo, foram percorridos 26 estados, e o Distrito Federal, degustando os sabores de cada região. O projeto visitará São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza e fez uma paradinha em Porto Alegre, apresentando o resultado dessa expedição.
Uma boa comida, bom chimarrão em uma roda de amigos, aquele churrasco esperto e futebol são as referências da nossa região. É muito difícil você ir a um lugar e não ser convidado para comer um churrasco, tomar um café com bolo de chocolate ou um chá com biscoito. Para gaúcho, a alimentação é o centro das atenções. E o Festival Fartura trouxe a valorização do alimento, as misturas de temperos e tradições de cada região por onde passou, nas suas mais variadas formas. Como, por exemplo, experimentar um Mungunzá do Sertão e Mar ou Ragu de Espinhaço de Cordeiro com Polenta Mole ou um Quibe do Sertão? Pois é, esses são apenas alguns pratos que surgiram nessa experimentação de sabores, aromas e afetos.
O evento foi realizado em um local espaçoso e acolhedor com uma vista maravilhosa do lago Guaíba. O espaço foi decorado nos moldes de um típico bar a céu aberto, com barracas de alimentação, food trucks conhecidos de Porto Alegre, bancas com petiscos, doces e até uma cachaça artesanal, que fizeram a alegria dos visitantes. Além disso, estava disponível o espaço interativo
Senac, com aulas e orientações dos mais renomados chefs brasileiros. E, o que não poderia faltar: um costelão 12 horas assado em fogo de chão produzido por Jorge Aita. Todos os pratos podiam ser degustados ao valor de R$ 15,00 a R$ 25,00.

Enfim, o Festival Fartura passou, vai deixar saudade e um gostinho de quero mais. Proporcionou o experimento de novos sabores, conhecer os novos aspectos da culinária brasileira e a quebra de paradigmas regionais. Culinária que, para nós, parecia tão distante e ao mesmo tempo tão próxima, principalmente pela miscigenação cultural do nosso estado. Ou seja, a cultura ainda é um nicho a ser explorado, e quando explorada com a devida sutileza, nos traz descobertas maravilhosas...



domingo, 1 de maio de 2016

Lamentável

Depois de tantas reviravoltas na política, decidi me abster de determinados assuntos. Principalmente após o Show da Xuxa dos nossos queridos parlamentares. Só quero agradecer por me sentir envergonhada mundialmente, após a grande brincadeira que foi a votação pelo Impeachment. Nós, brasileiros, sequer fomos citados durante o pleito. Percebi que nosso país foi e sempre será guiado pelo ego. Eu e meu, o nós, vós e eles nunca serão conjugados neste país. Consequentemente, jamais haverá mudanças se a grande maioria dos parlamentares continuarem conjugando todos os verbos em uma só pessoa: a própria.

Então, vamos mudar o rumo desta prosa e falar de coisas boas e positivas.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

É triste bater na mesma tecla, mas a saúde pública está sofrendo

Existem assuntos que não querem calar. “A saúde é um direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”, segundo o artigo 196 da Constituição Federal. No entanto, a saúde pública clama constantemente por ajuda. Troca presidente, governo, prefeito, e a culpa é sempre da escassez de recursos. A CPMF foi inserida para melhorar a situação da saúde e não resolveu. Postos de saúde em situações precárias, hospitais que nunca foram inaugurados nem acabados. Além disso, neste ano de 2016, surgiram as epidemias.

Em 1997, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lançou a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), com o intuito de arrecadar verbas para a saúde pública, com previsão de duração de quatro anos. O imposto inicialmente foi de 0,25% sobre cada movimentação bancária. Em 2002, a alíquota passaria a 0,38%. Porém, a lei vigorou até 2007. E hoje, a situação continua a mesma, e querem reativar a contribuição com o objetivo de tapar o rombo da previdência social, cobrando 0,2% sobre cada movimentação financeira. E mais uma vez, o povo paga uma conta que nunca tem fim.


Mas não é só isso que preocupa, em pleno século XXI o mosquito é o grande vilão de uma epidemia nacional, e em alguns casos até internacional, como a Zyka. Além da Dengue e da Chikungunya. Um inseto aparentemente inofensivo está sem controle devido à resistência da população em colocar em prática ações de combate ao mosquito. Como se não bastasse, no Rio Grande do Sul surgem a caxumba e a gripe A, que já fez cinco vítimas no estado.

Então, fico me perguntando por que as coisas não mudam? O sistema tem uma estrutura física precária e ineficiente, faltam materiais e recursos humanos, não existe manutenção preventiva em prédios, e algumas vezes os profissionais são obrigados a improvisar para atenderem seus pacientes. Entra governo, sai governo, e não muda absolutamente nada.

Hoje, a população brasileira está à mercê da incerteza do futuro. A música da cantora Simone retrata bem a situação do povo brasileiro. “Como será o amanhã, responda quem puder, o que irá me acontecer, o meu destino será como Deus quiser.” Seria engraçado se não fosse triste. E a população brasileira está assim, na insegurança, sem garantias de dias melhores. Mas ainda com esperança de mudanças positivas. De um sistema de saúde que lhe conceda pelo menos o básico. Conforme o artigo 196 da Constituição Federal.