terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Ah... as opções!


Ontem fui ao supermercado como de costume. Quem me conhece sabe, sou fã incondicional da Cia. Zaffari, desde criança. Suas propagandas são inesquecíveis, além do toque familiar que caracteriza o povo gaúcho. Então, passeando pelos corredores, resolvi comprar um ferro. Uma decisão simples, aparentemente falando. Aquisição de um produto quase inútil nesta época de calor. Menos para mim, meu ferro está quase precisando ser substituído! E decidir não foi tão simples. Ao percorrer o corredor de eletrodomésticos quase fui à loucura. Havia quase 20 modelos de ferros de passar, para todos os gostos. E eu... queria apenas passar a roupa.

 Porém, resolvi fazer mais do que isso, fiz uma retrospectiva e percebi que há alguns anos a vida era menos complicada. Não havia tantas opções. E hoje, você precisa saber realmente o que procura, até para fazer compras. Pois, em um deslize, você pode adquirir ou se envolver em algo que não corresponda às suas expectativas.

Veja por exemplo os relacionamentos de hoje: falando nas relações afetivas e observando algumas situações e determinados comportamentos. Atualmente, visualizo as pessoas priorizando opções, quando na verdade a grande maioria queria apenas um relacionamento equilibrado. Não quero dizer que isso seja errado. Cada um faz da sua vida o que bem entender. Mas ouço frequentemente as pessoas questionando ou reclamando sobre seus relacionamentos.

Penso eu que um relacionamento equilibrado requer profundidade, cumplicidade, cuidado em todas as fases da relação, principalmente na era digital. Portanto, se envolver com todas as opções talvez não lhe traga um bom resultado. Mas, se achar que aquela pessoa tem 70% das qualidades que você aprecia em um relacionamento, dê profundidade a essa relação.

Porque decisões são difíceis, sobretudo diante de inúmeras alternativas, mas sustentar uma escolha é o mais difícil, o que torna escolher menos importante. Ou seja: escolha e invista nessa escolha. Ou então saia do supermercado sem o ferro de passar roupa.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Uma virada para descansar e...


Depois de um ano conturbado é sempre bom sair e espairecer as ideias. Nem que seja para ir à Ilha da Pintada ou Lami. Descansar é preciso, o corpo pede e a alma suplica. E, como não sou de ferro, tive a oportunidade de ir a Torres no ano-novo. Fazia uns oito anos que eu não visitava essa praia.
Um passeio do tipo familiar com amigos, em um camping, sem frescura! Só estar ali já fazia diferença. Para meu espanto, não estava lotado, como já tive a oportunidade de ver em outras épocas. Um público tranquilo, curtindo as alternativas que a cidade oferece. Para dizer a verdade, não oferece muitas opções para os jovens, como outras praias do litoral gaúcho. Até ouvi um comentário de uma menina dizendo que Torres é deprimente no Carnaval! Hehe.
Mas para os que não conhecem, Torres tem uma parte histórica bem interessante, quase no centro da cidade. Prédios históricos como a igreja de São Domingos e a Casa da Terra, “um casario
todo construído no século passado, de pedras extraídas do Morro do Farol, rejuntadas com barro e cal de sambaquis e madeiramento de lei, extraído das matas que então existiam na Praia da Cal e ao redor da Lagoa do Violão”.
Já para os interessados em esportes radicais, a opção é o paramotor. Isto mesmo, paramotor! Muitos conhecem por paraglider, descobri que existe uma diferença. Paragliders são paraquedas sem motor que voam livres, só com o vento. Já o paramotor é o paraquedas com motor. O preço é meio salgado, mas, para quem gosta de emoções, não tem preço que pague por essa experiência. Os valores variam de R$ 150,00 a R$ 250,00. O voo dura em média 15 minutos. E você pode praticar no Morro do Farol. A equipe do paramotor está lá diariamente para saciar a vontade dos aficionados por aventuras. Confira no site http://www.paramotor.com.br
Outra opção que acho superlegal e traz vários benefícios para a saúde é o stand up paddle, você pode fazer na Lagoa do Violão por um preço superacessível, R$ 25,00 por trinta minutos de equilíbrio, tranquilidade e gasto calórico. Além de tonificar coxas, glúteos e abdômen.
E para quem gosta de caminhada, sugiro um passeio na Praia da Guarita, aquela subidinha no parque faz um bem danado, sem contar a vista, que é maravilhosa.
E como ninguém vive só de belas paisagens, a gastronomia também é um ponto forte da cidade, tem para todos os bolsos e gostos. São quase oitenta estabelecimentos do simples ao sofisticado. Restaurantes, cafeterias e pubs. Para balançar o esqueleto, só visualizei o Bora Bora. Mas não é muito o meu estilo.
Depois de tudo isso, retornei de Torres renovada e inspirada para os próximos desafios. E olha que todos os passeios fiz a pé. Então, pelo que pude perceber nas primeiras semanas do ano, energia não falta para aproveitar tudo o que 2016 promete. É só arregaçar as mangas e correr para o abraço.

Me aguardem.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

À sombra da cerejeira


À sombra da cerejeira, um diálogo sobre a verdadeira cereja da vida foi escrito pelo gaúcho Gabriel Carneiro Costa, que também escreveu o best-seller O encantador de pessoas.
À sombra da cerejeira é como o vinho. Deve ser degustado com calma, senão você perde a capacidade de apreciar e sentir todas as notas que sutilmente ali estão.
No livro, Gabriel conta a história de dois personagens, Vitor (avô) e seu neto Tom, que depois de muitos anos se reencontram e retomam as conversas sobre o que realmente importa para viver, e não apenas sobreviver. Em uma sociedade tão consumista e competitiva como a nossa, até perdemos um pouco a visão sobre valores. Esquecemos o quão prazerosos são uma longa conversa ou até mesmo um silêncio profundo. Vivemos com pressa, adoramos estar ocupados, estressados e esquecemos inclusive de olhar para nossa família e perguntar como eles estão.
A linguagem da obra é acessível, em alguns momentos poética. O que torna a leitura um pouco saudosista. Faz o leitor retomar situações, como, no tempo em que não existia telefone celular e internet, o quão importante era uma correspondência, uma conversa. Vitor, o avô, propõe um momento de desconstrução e reconstrução desse neto. E a valorização de aspectos simples da vida cotidiana.

A obra induz o leitor a refletir, a superar os momentos de derrotismo, a sermos destemidos e termos iniciativa para mudar, mudar aquilo que nos incomoda e causa desconforto. A cultivar o ócio e entender que não existe fórmula para a felicidade. A felicidade é momentânea e momentos de dificuldades são decisivos para transformarmos as circunstâncias e aprender o que nos motiva para a mudança.

domingo, 10 de janeiro de 2016

2016 está aí!


E o ano novo chegou!
E com ele novas perspectivas de vida, novos desafios e reformulação de hábitos e atitudes que já não servem mais.
Me perguntaram se eu iria fazer um texto de retrospectiva. Achei melhor não fazer. Até porque o que passou, passou.



Foi um ano muito difícil economicamente, e a maioria das pessoas, como eu, preferem deixá-lo guardado na caixinha de lembranças para reforçar a superação dos obstáculos. Mas, em 2015, tive a oportunidade de conhecer pessoas e dar continuidade a um trabalho maravilhoso, que durou um ano e meio.
Além disso, aprendi a superar dificuldades frente à liderança de um grupo e principalmente às críticas. Estas, sim, foram dolorosas. Porque o ego, ah... ego. Este sempre nos ilude e faz pensar que somos onipotentes e donos da verdade. Mas, não, as verdades podem ser divergentes. A única coisa a aprender é conciliar todas elas, e trabalhar em prol de um único objetivo. Atingir as metas!

Por isso, estar desempregada para mim é um desafio à paciência, e ao mesmo tempo um momento de reflexão, estudos e superação de obstáculos.



No mais, só tenho a agradecer as experiências vividas que me acrescentaram muito e me fizeram uma pessoa melhor, com as outras pessoas e frente à vida. Além disso, aprendi a me cobrar menos, ser mais tolerante, planejada e organizada e também a saber esperar o momento certo. Nem tudo acontece como eu quero e muito menos no tempo da minha expectativa.



Por fim, desejo aos meus leitores um 2016 com muita saúde
e fé no que virá.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Banco social, você conhece?


E, dando continuidade aos nossos textos sobre economia sustentável, gostaria de apresentar para vocês um projeto que vem fazendo a diferença em algumas comunidades do nosso país. O banco social, um sistema de trocas e moedas locais que fomentam e auxiliam o desenvolvimento de algumas comunidades. Uma ciranda, na qual os produtos só podem ser comercializados ou trocados entre empreendedores locais.

A moeda que intermedia essa nova forma de economia chama-se moeda social. Ela é administrada pela própria comunidade nos chamados bancos sociais. Atualmente existem em torno de 52 bancos sociais espalhados pelo Brasil. Um dos mais conhecidos fica em Fortaleza. Foi o primeiro banco social brasileiro, criado em 1998 em um bairro com 3.200 habitantes chamado Conjunto Palmeiras. “A missão do Banco é implementar projetos de trabalho e geração de renda através de sistemas de economia solidária, primariamente focada na superação da pobreza urbana e rural.” Através de microcréditos para a população de baixa renda, possui duas linhas de crédito, o real e a moeda local, o Palmas.

Quem pode participar do microcrédito? Trabalhadores informais que não possuem empresa formalizada ou quem estiver interessado em iniciar uma atividade autônoma. Tais como costureiras, vendores ambulantes, etc. Os valores financiados variam de região para região. E a credibilidade do cliente é avaliada através do seu vizinho. Isso mesmo! Os vizinhos são consultados para saber se o proponente é um bom pagador.

Então se percebe que existe uma solução parcial para erradicação da pobreza, falta apenas uma iniciativa por parte das comunidades. Conjunto Palmeiras é um belo exemplo a ser seguido. Uma favela aparentemente igual a tantas outras com sérios poblemas sociais conseguiu inserir um novo sistema de economia, propiciando aos seus moradores uma qualidade de vida e o desenvolvimento local.

Para saber maiores informações sobre esse projeto acesse o link: