E,
dando continuidade aos nossos textos sobre economia sustentável, gostaria de apresentar
para vocês um projeto que vem fazendo a diferença em algumas comunidades do
nosso país. O banco social, um sistema de trocas e moedas locais que fomentam e
auxiliam o desenvolvimento de algumas comunidades. Uma ciranda, na qual os
produtos só podem ser comercializados ou trocados entre empreendedores locais.
A
moeda que intermedia essa nova forma de economia chama-se moeda social. Ela é
administrada pela própria comunidade nos chamados bancos sociais. Atualmente
existem em torno de 52 bancos sociais espalhados pelo Brasil. Um dos mais
conhecidos fica em Fortaleza. Foi o primeiro banco social brasileiro, criado em
1998 em um bairro com 3.200 habitantes chamado Conjunto Palmeiras. “A missão do Banco é implementar projetos
de trabalho e geração de renda através de sistemas de economia solidária,
primariamente focada na superação da pobreza urbana e rural.” Através de microcréditos para a população de baixa renda,
possui duas linhas de crédito, o real e a moeda local, o Palmas.
Quem pode participar do microcrédito? Trabalhadores
informais que não possuem empresa formalizada ou quem estiver interessado em
iniciar uma atividade autônoma. Tais como costureiras, vendores ambulantes,
etc. Os valores financiados variam de região para região. E a credibilidade do
cliente é avaliada através do seu vizinho. Isso mesmo! Os vizinhos são consultados
para saber se o proponente é um bom pagador.
Então se percebe que existe uma solução parcial
para erradicação da pobreza, falta apenas uma iniciativa por parte das
comunidades. Conjunto Palmeiras é um belo exemplo a ser seguido. Uma favela
aparentemente igual a tantas outras com sérios poblemas sociais conseguiu
inserir um novo sistema de economia, propiciando aos seus moradores uma
qualidade de vida e o desenvolvimento local.
Para saber maiores informações sobre esse
projeto acesse o link:


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