quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

À sombra da cerejeira


À sombra da cerejeira, um diálogo sobre a verdadeira cereja da vida foi escrito pelo gaúcho Gabriel Carneiro Costa, que também escreveu o best-seller O encantador de pessoas.
À sombra da cerejeira é como o vinho. Deve ser degustado com calma, senão você perde a capacidade de apreciar e sentir todas as notas que sutilmente ali estão.
No livro, Gabriel conta a história de dois personagens, Vitor (avô) e seu neto Tom, que depois de muitos anos se reencontram e retomam as conversas sobre o que realmente importa para viver, e não apenas sobreviver. Em uma sociedade tão consumista e competitiva como a nossa, até perdemos um pouco a visão sobre valores. Esquecemos o quão prazerosos são uma longa conversa ou até mesmo um silêncio profundo. Vivemos com pressa, adoramos estar ocupados, estressados e esquecemos inclusive de olhar para nossa família e perguntar como eles estão.
A linguagem da obra é acessível, em alguns momentos poética. O que torna a leitura um pouco saudosista. Faz o leitor retomar situações, como, no tempo em que não existia telefone celular e internet, o quão importante era uma correspondência, uma conversa. Vitor, o avô, propõe um momento de desconstrução e reconstrução desse neto. E a valorização de aspectos simples da vida cotidiana.

A obra induz o leitor a refletir, a superar os momentos de derrotismo, a sermos destemidos e termos iniciativa para mudar, mudar aquilo que nos incomoda e causa desconforto. A cultivar o ócio e entender que não existe fórmula para a felicidade. A felicidade é momentânea e momentos de dificuldades são decisivos para transformarmos as circunstâncias e aprender o que nos motiva para a mudança.

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