quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Me ajude a chorar


É uma obra de Fabrício Carpinejar, já faz algum tempo que venho atrás dessa obra. Geralmente o livro chama a atenção pela sinopse ou pela crítica. Mas nesse, o título foi mais precioso que qualquer crítica. Me ajude a chorar, estranho, né? Por que alguém compraria um livro com esse nome? Pois é, foi a pergunta que fiz. Então comprei! E, para ser sincera, foi uma das melhores compras que fiz na Feira do Livro de Porto Alegre.

Há um tempo, eu havia lido uma das crônicas do Carpinejar, na Zero Hora dominical, fiquei encantada com o texto. Fez-me refletir sobre várias situações, mas uma em especial, a velhice de nossos pais. Sim, porque todos nós passaremos por isso ou a grande maioria.

O título de uma das crônicas, Pai de meu pai, segundo ele, refere-se a quando o filho se torna pai de seu pai. Também pode ser interpretado no feminino.  Já que a situação ocorre nos dois gêneros. E, hoje, parte desse texto foi muito significativa para mim.  E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz. Todo filho é pai da morte de seu pai. Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta. Feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia”.

Hoje, sinto na pele esse trecho, minha parceira de setenta e cinco anos, minha mãe, á qual eu devolvo os cuidados, o amor e a amizade que me foram oferecidos durante décadas. No entanto, nem todos terão a oportunidade de zelar pelo pai ou pela mãe, infelizmente existem situações em que isso não é possível: como a morte de um filho. Que impede essa retribuição carinhosa e fraternal, de apenas colocar o rosto de seu pai no peito ou simplesmente sussurrar no seu ouvido, estou aqui, pai, estou aqui! Hoje, em especial, tenho um amigo que infelizmente não ouvirá mais o som da voz do seu filho e uma mãe que chorará até o final de seus dias, uma perda que não tem explicação. Porque a conformidade para a morte não existe! Esses pais não ouvirão no fim de suas vidas que seu filho está ali. Será apenas um vazio, uma tristeza sem fim...

Contudo, a vida segue, assim como o sol nasce todos os dias e ilumina as nossas vidas, trazendo a renovação. Além disso, ler Fabrício Carpinejar é inspirador, instigante, reflexivo para o que realmente importa nesta vida. Assim penso eu. Talvez esse livro mude um pouco a sua percepção de vida, e você reconheça,  como diz Carpinejar, que o que um pai ou uma mãe deseja apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Quinze dias de leitura 61ª Feira do Livro de Porto Alegre

A Feira do Livro está completando 61 anos, o tema deste ano: "Livros ajudam a pensar". Acontecendo na Praça da Alfândega, entre o Museu de Artes do Rio Grande do Sul e o Santander Cultural, o evento este ano terá um desafio maior, tentar ultrapassar as vendas de livros da edição de 2014 ou pelo menos equilibrar as metas. Já que este ano a crise abalou várias áreas da economia, inclusive a literária.
Contudo o que estimula a visita à Feira por jovens da Geração Y são os projetos científicos de incentivo à leitura da iniciativa privada, que por meio de projetos estimulam a criatividade desses jovens. Além de palestras, cursos e atrações culturais que estimulam a criatividade através da cultura e do conhecimento adquirido durante o evento.

Além disso, ao visitar os estandes da Feira neste ano, percebi uma redução significativa no número de barracas. Segundo meus olhos, no mínimo vinte banca a menos. Tive uma confirmação disso ao visitar o espaço internacional de livros, das dez bancas do ano passado, o vendedor me informou que estavam faltando pelo menos cinco naquele local.

No entanto, pelo fluxo de pessoas durante a Feira, percebe-se que a venda de livros estava normal, em minha opinião achei o preço bem acessível. Tanto que comprei sete livros. Nunca havia me permitido comprar essa quantidade. O que me surpreendeu foi o volume significativo de jovens interessados em literatura. Em tempos de novas tecnologias, a procura e consequentemente interesse por esses títulos surpreende! A Geração Y tem sede de novas tecnologias, mas, além disso, buscam outras formas de conhecimento que incentivem a leitura de livros de forma criativa e inovadora.

Além da inovação, a sustentabilidade também esteve presente na Feira do Livro, com a iniciativa da Braskem. Um estande com exemplos de soluções sustentáveis da química e do plástico: captação de água da chuva através do moderno sistema de cisternas da Tecnori e também móveis feitos em resina termoplástica. No mesmo espaço, a estação de carregamento de celulares que produz energia desperta a curiosidade dos visitantes. Um experimento parecido com uma bicicleta é acionado pelo movimento dos pedais, acoplado a uma bancada que serve como mesa de leitura enquanto o celular é carregado.
A preocupação com as questões ambientais é tão grande que a Prefeitura de Porto Alegre, em parceria com o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), trouxe a Estação Recicla POA. Um estande montado no Largo Glênio Peres, onde a população pôde assistir ao funcionamento de uma usina de reciclagem.
A Feira, apesar da crise, trouxe movimento, despertou a curiosidade, proporcionou debates, despertou o senso de crítico de cada um que teve a oportunidade de passear pelas bancas, assistir às palestras, fazer cursos e tantas outras atividades que proporcionaram o conhecimento. Além de saciar a fome dos visitantes que foram não só para ler, mas também para degustar algo na praça de alimentação, jogar conversa fora nos cafés, debater um filme, uma obra de arte. Feira do Livro é isto, quinze dias em que Porto Alegre tem oportunidade de respirar cultura.























sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Ah... este telefone celular!

Ontem, participei de um evento sobre inovação e tecnologia. No decorrer do Fórum tive a nítida impressão de que: só eu e algumas pessoas mais velhas não estávamos conversando ou acessando algum tipo de informação no celular. Veja bem, por que as pessoas comparecem a um evento?

Na minha inocente visão, seria para adquirir conhecimento, certo? Ampliar a networking, prestigiar o palestrante ou tudo isso. Mas infelizmente, não tenho percebido isso, não!

A maior parte do público era de pessoas da área de TI. No meu entendimento, isso não justifica a falta de atenção ou até mesmo um certo descaso com o palestrante. Você já refletiu sobre o quanto um aparelho celular pode influenciar negativamente, as relações? Não estou falando apenas em relações afetivas, e sim todo e qualquer tipo de relação, inclusive professor /aluno.

As pessoas não conversam mais, estão perdendo o hábito da escrita, tudo é abreviado, fotografado!
Este aparelho, o celular, está criando um sério problema nas salas de aula.
quando eu estava na faculdade, havia um professor de filosofia que salientava o quanto era importante pararmos por alguns instantes e utilizarmos o nosso senso de observação. Naquele momento a sugestão me pareci um pouco utópica. Mas na verdade, ele tinha razão!

Hoje, se você parar 10 minutos para observar, ficará espantado com a quantidade de pessoas que andam de cabeça baixa em função de um celular. Atravessam a rua olhando o celular, dirigem assim, sem ter a mínima percepção do risco, para si e para o pedestre.


No Fórum de Tecnologia e inovação, ocorrido no mês de outubro.
O gerente do Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife (Cesa), Claudio Navarro, questionou o uso adequado das ferramentas tecnológicas. Nossas crianças estão tendo um aproveitamento dessas ferramentas ou elas estão sendo utilizadas apenas como forma de distração, quando você não tem tempo ou paciência de brincar com seu filho?

Você utiliza a tecnologia (celular,tablet, notebook) como ferramenta para auxiliar o seu trabalho ou tornou-se um workaholic que não consegue se desligar do trabalho, nem quando está em casa?

Então, a partir de hoje, vamos repensar um pouco, como utilizar o celular, de forma adequada? Aproveitar que estamos no horário de verão e apreciar um pouco mais a cidade, ir à Feira do Livro, ler um livro, ouvir, olhar, aguçar os sentidos. Que ultimamente, estão quase ficando em desuso!
















E dançar é...



É a expressão divina de um ser que tem a necessidade de expor seus sentimentos para si ou para outras pessoas. Na verdade para alguns tipos de estilo não existe técnica, e sim vontade acima de tudo. Você dança para alguém ou para você? Eu danço para mim, pelo reencontro com o feminino e para ser feliz,  apenas isto.
Este post surgiu com a  vontade  de dar continuidade a este blog. E escrevi e publiquei o primeiro e único post em 2011 quando tive a oportunidade de pisar em um palco pela primeira vez e relatar a façanha. Agora, depois de alguns, anos já tenho mais alguma experiência, mas dependendo do estilo musical é difícil. Muita pressão e expectativas dos dois lados, e um desafio a ser ultrapassado.

Hoje, quando assisto à uma apresentação já não vejo com olhos críticos. E sim com respeito! Cada um tem o seu jeito ou não tem e arriscam mesmo assim. Na verdade são mais corajosos que qualquer um.  Existem pessoas que nasceram para brilhar, só isto. Atualmente não tenho mais este objetivo, na verdade acho que nunca tive. hehe. 
Dançar tem que ser brincado, divertido, ousado, abusado e criativo. Além disso, tenho um afeto especial pela dança cigana, uma dança livre! Cigano dança com o coração, é livre e apaixonado. Portanto, não exige muita coreografia, é só dançar com alma. Já o ventre... esta dança me encanta e desafia porque desmembrar o corpo e depois juntá-lo parte por parte não é fácil! E minha vez vai chegar. Tudo é uma questão de tempo e desbloqueios. 
  Para quem não tem o conhecimento sobre dança do ventre: é se conhecer como mulher, aceitar seu corpo com o passar dos anos, quebrar em duas partes e depois unir, sincronizar coração com sexualidade. É o equilíbrio do feminino. Hoje as mulheres buscam tantas coisas, independência, autonomia, igualdade. Mas às vezes percebo que a grande maioria das mulheres perdeu no meio do caminho a sua essência. 
Porém dançar é buscar a cura, dar amor e carinho para o ser que mais necessita: você, eu e todas as mulheres que entram em conflitos existenciais. Já fiz muitas atividades, mas a música me fascina. É o meu momento, minha força!


Então vá, dance e seja feliz...