terça-feira, 17 de maio de 2016

Rádio Variété, na rua com você

Como a maioria das pessoas sabe, o rádio foi um dos primeiros veículos de comunicação popular lançado no Brasil. Conhecido como um dos maiores veículos de comunicação de massa do País, tem a capacidade de atingir as mais variadas faixas etárias, mexer com a imaginação do público e ir a lugares longínquos, sem qualquer infraestrutura. Esse equipamento é referência do espetáculo Rádio Variété. Um programa de rádio ao vivo com a participação de três atores, que são também palhaços. O espetáculo é patrocinado pelo Programa Petrobrás Distribuidora de Cultura.
 Para quem não sabe, a radiodifusão surgiu no Brasil em 1922, na cidade do Rio de Janeiro, no dia 07 de setembro. Surgiu com a celebração do centenário da Independência do Brasil, nos pavilhões da Westinghouse Electric, responsável pela montagem dos equipamentos de radiotransmissão e pela primeira transmissão radiofônica no País. “Desde então, o rádio ficou conhecido, segundo Roquete Pinto, como: o jornal de quem não sabe ler; é o mestre de quem não pode ir à escola; é o divertimento gratuito do pobre; é o animador de novas esperanças; o consolador do enfermo; o guia dos sãos, desde que o realizem com espírito altruísta e elevado”[1].


Já o palhaço, surgiu no Brasil no século XIX, e vem inovando em suas apresentações através dos tempos. Não existe local definido para um palhaço se apresentar, sua plateia pode ser singela, em uma calçada, um circo ou até um grande espetáculo de teatro. Sua função é tirar sorrisos de coisas simples ou até mesmo de perdas. Por que não? É a forma que ele encontra para transmitir sua mensagem: perca, mas leve na esportiva – talvez na próxima, ganhe em dobro. Suas roupas coloridas, seu nariz arredondado e sua maneira de interpretar situações nas mais variadas formas arrancam sorrisos momentâneos e curam a tristeza!

E, para lembrar a importância desse veículo de comunicação, o espetáculo cultural Rádio Variété veio a Porto Alegre apresentar seu trabalho na casa de Cultura Mário Quintana em um sábado frio de outono. Mesmo com um vento gelado e o tempo nublado, conquistou a plateia com sátiras, além de música, dança, teatro de bonecos e brincadeiras.
A Lamínima, produtora do espetáculo, soube trazer a sutileza e simplicidade do teatro de rua, criando um momento divertido e criativo que encantou quem teve a oportunidade de participar do evento. Principalmente as crianças, que fizeram a festa com as brincadeiras do palhaço. Além disso, uma intérprete em libras proporcionou ao público com problemas auditivos estar próximo à cultura e a atores como Domingos Montagner, Fernando Sampaio e Filipe Bregatim. E essa é a função principal do rádio: atingir as mais variadas faixas etárias, provocar a imaginação do público e ir a lugares insólitos, onde quer que esteja o ouvinte.



[1] http://www.sarmento.eng.br/Historia.htm

sexta-feira, 6 de maio de 2016

A gastronomia é uma arte...

A Região Sul é conhecida pela mistura de colonizações, italianas, alemãs, espanhola, dentre outras. Todas elas trouxeram suas influências para a culinária gaúcha. No Sul,
a maioria das confraternizações é gerada em torno da alimentação. Além de reunir pessoas e ampliar o círculo de amizades, também acompanha o bom e velho chimarrão. E para unir o útil ao agradável, a capital gaúcha recebeu um festival já consagrado em Minas Gerais e Fortaleza, o Festival Fartura! Boa gastronomia aliada à música e ao teatro. Bem como à venda de pratos típicos e a espaços interativos.
O projeto Festival Fartura rodou 68 mil quilômetros, pelas principais estradas do País, com o objetivo de descobrir as influências culturais de cada região na culinária brasileira. Ao todo, foram percorridos 26 estados, e o Distrito Federal, degustando os sabores de cada região. O projeto visitará São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza e fez uma paradinha em Porto Alegre, apresentando o resultado dessa expedição.
Uma boa comida, bom chimarrão em uma roda de amigos, aquele churrasco esperto e futebol são as referências da nossa região. É muito difícil você ir a um lugar e não ser convidado para comer um churrasco, tomar um café com bolo de chocolate ou um chá com biscoito. Para gaúcho, a alimentação é o centro das atenções. E o Festival Fartura trouxe a valorização do alimento, as misturas de temperos e tradições de cada região por onde passou, nas suas mais variadas formas. Como, por exemplo, experimentar um Mungunzá do Sertão e Mar ou Ragu de Espinhaço de Cordeiro com Polenta Mole ou um Quibe do Sertão? Pois é, esses são apenas alguns pratos que surgiram nessa experimentação de sabores, aromas e afetos.
O evento foi realizado em um local espaçoso e acolhedor com uma vista maravilhosa do lago Guaíba. O espaço foi decorado nos moldes de um típico bar a céu aberto, com barracas de alimentação, food trucks conhecidos de Porto Alegre, bancas com petiscos, doces e até uma cachaça artesanal, que fizeram a alegria dos visitantes. Além disso, estava disponível o espaço interativo
Senac, com aulas e orientações dos mais renomados chefs brasileiros. E, o que não poderia faltar: um costelão 12 horas assado em fogo de chão produzido por Jorge Aita. Todos os pratos podiam ser degustados ao valor de R$ 15,00 a R$ 25,00.

Enfim, o Festival Fartura passou, vai deixar saudade e um gostinho de quero mais. Proporcionou o experimento de novos sabores, conhecer os novos aspectos da culinária brasileira e a quebra de paradigmas regionais. Culinária que, para nós, parecia tão distante e ao mesmo tempo tão próxima, principalmente pela miscigenação cultural do nosso estado. Ou seja, a cultura ainda é um nicho a ser explorado, e quando explorada com a devida sutileza, nos traz descobertas maravilhosas...



domingo, 1 de maio de 2016

Lamentável

Depois de tantas reviravoltas na política, decidi me abster de determinados assuntos. Principalmente após o Show da Xuxa dos nossos queridos parlamentares. Só quero agradecer por me sentir envergonhada mundialmente, após a grande brincadeira que foi a votação pelo Impeachment. Nós, brasileiros, sequer fomos citados durante o pleito. Percebi que nosso país foi e sempre será guiado pelo ego. Eu e meu, o nós, vós e eles nunca serão conjugados neste país. Consequentemente, jamais haverá mudanças se a grande maioria dos parlamentares continuarem conjugando todos os verbos em uma só pessoa: a própria.

Então, vamos mudar o rumo desta prosa e falar de coisas boas e positivas.