quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Seminário Internacional de Economia Alternativa: compartilhar e trocar


No período de 19 a 21 de novembro, ocorreu em Porto Alegre o Seminário Internacional de Economia Alternativa, uma parceria entre o Vila Flores e o Goethe-Institut Porto Alegre. O evento teve duração de três dias, divididos em: debates, painéis de experiências e grupos de trabalhos. Os debates trouxeram: Joseph Vogl (Alemanha, Humboldt University/Princeton University), com relações de poder no regime econômico atual e distorções correlacionadas nos processos de tomada de decisão política com relação à economia; Ricardo Orzi (Argentina, Universidad Nacional de Luján), com ligações entre dispositivos de moeda social e a possível formação de um subssistema de Economia Social e Solidária; e Luiz Inácio Gaiger (Brasil, Unisinos), com a diversidade das Ciências Econômicas e a economia solidária no Brasil; e a mediação foi feita por Gláucia Campregher.

Segundo o professor Joseph Vogl, os regimes econômicos vêm sendo distorcidos ao longo dos últimos 30 anos. “Os mercados financeiros se caracterizam pela igualdade de seus jogadores, que têm o mesmo acesso à informação – para garantir a melhor distribuição de oportunidade possível e a perfeita alocação da riqueza”, diz Vogl. Mas o que ocorre hoje é um regime de mercado financeiro que se caracteriza pela desigualdade social, ou seja, a má distribuição da riqueza.

Já Ricardo Orzi aponta para o desenvolvimento de uma nova moeda, chamada moeda social, e consequentemente um novo sistema de economia, cujo objetivo é, além do econômico, proporcionar às pessoas a integração, mudança de paradigmas, satisfação das necessidades e uma nova forma de abundância e geração de renda. Através da troca de produtos ou serviços, provoca um movimento em que todos ganham igualitariamente. Para mim, isso parecia impossível, mas após assistir aos relatos e vídeos que comprovam que é possível, já consigo perceber uma luz no fim do túnel para os problemas econômicos do nosso país.

E Luiz Inácio Gaiger, estudioso do assunto, reafirma essa possibilidade. Além disso, apresenta uma realidade compatível com esse novo formato econômico que vem ganhando força no Brasil. Para conhecer um pouco mais sobre o assunto, você pode acessar o SIES (Sistema Nacional de Informações em Economia Solidária), http://sies.ecosol.org.br, um banco de dados sobre o mapeamento da economia solidária no Brasil.

Esse evento proporcionou aos participantes debater e conhecer um pouco mais sobre a influência dos regimes econômicos na sociedade, assim como sobre a moeda social e a sua influência na economia solidária no Brasil. Além do que, tornou possível saber como esse tipo de moeda alternativa pode auxiliar e consequentemente transformar a economia local, através do movimento de trocas solidárias, que vem crescendo nas regiões sul e norte do país. E atualmente já existem sete bancos sociais em todo o Brasil.


domingo, 6 de dezembro de 2015

Sharefest Porto Alegre, experiências colaborativas transformam



O Sharefest surgiu através do coletivo e do portal shereable.net. Um grupo que apoia e incentiva ações colaborativas pelo mundo, há cinco anos. Em 2014, Porto Alegre passou a fazer parte do sharing cities network, sendo a primeira cidade da América Latina a  participar desse evento mundial. São 30 cidades, 10 países e  quatro continentes. A ideia, “criar cidades colaborativas por todo o planeta o mais rápido possível”. E realizar um evento como esse em Porto Alegre, só foi possível através de um grupo de pessoas que perceberam que na cidade já existia um cenário de economia colaborativa em evolução! Característica essencial  para a viabilidade do projeto,  a capital gaúcha já dispunha de: cowdiporkings, plataforma de crowdfunding, casas colaborativas e programas culturais. O Sharefest tem por objetivo principal “estimular a cultura e o trabalho colaborativo”, transformar Porto Alegre, em uma cidade inteligente! Onde as pessoas aprendem através do compartilhamento do conhecimento sobre cooperação e colaboração. O tema deste ano: experiências colaborativas que transformam, foi subdividido nos seguintes eixos temáticos: empatia, consumo e compartilhamento, cidadania e empoderamento. Além disso, tive a oportunidade de participar do evento como voluntária por um dia. Auxiliei na confecção das bandeiras com restos de tecido e até utilizei meus dotes de artesã, na confecção dos corações. Já que, na empatia, um dos temas era o amor, resolvi fazer uns corações com os materiais que tinha em casa. Me senti muito bem, parecia que já fazia parte do grupo. Minha colaboração foi pequena, perto do conhecimento que obtive e das pessoas que conheci. A programação foi intensa, pena que muitas oficinas eram simultâneas. Mas 2016 está ali! Então, terei a oportunidade de participar do projeto como um todo. Ter uma nova percepção de mundo e quebrar mais alguns paradigmas a respeito do coletivo e das causas sociais.








Economia Solidária



Diariamente, recebemos convites de amigos através das redes sociais, para irmos às ruas reivindicar nossos direitos. Cobrar impeachment da presidente Dilma, além de soluções para a atual crise econômica que assombra o nosso país. Depois de anos de calmaria. É uma revolta só! Mas, por outro lado, também vejo situações construtivas que estão ganhando força, não só em nosso estado, também no país. A economia solidária, por exemplo, uma nova forma de se relacionar economicamente, e suas casas colaborativas.

A economia sempre foi um assunto muito complicado, tratando-se de Brasil. Passamos por várias situações, ditadura, índices de inflação insuportáveis, abertura de mercado, proporcionada pelo ex-presidente Fernando Collor, internet e suas ferramentas de mídias sociais e até um presidente da república Mulher, quem diria. Uma revolução e tanto, para um país que viveu tantas transformações, da repressão à liberdade de expressão. E hoje se percebe que ainda existem muitas resistências, imediatismo, conformismo e corrupção. Ela sempre esteve ali. Nunca foi eliminada, nem dos governos anteriores e muito menos dos atuais. Só estava adormecida. Ninguém tinha coragem para denunciar, e hoje qualquer um pode expor a sua inconformidade, através das mídias sociais.

Apesar de todas as controvérsias partidárias e revoltas à
parte, visualiza-se um movimento que, segundo os economistas, será tendência de mercado no futuro. A chamada economia solidária e seus subprodutos. Mas o que é economia solidária e quais são seus objetivos? Segundo o Portal do Trabalho e Emprego[1], “Economia Solidária é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver. Sem explorar os outros, sem querer levar vantagem, sem destruir o ambiente. Cooperando, fortalecendo o grupo, cada um pensando no bem de todos e no próprio bem”. E, através desse pensamento, estão surgindo novas plataformas de negócio, não só compra e venda, mas empréstimo. Isso mesmo, empréstimo, em que se pode trocar livros, emprestar carros e ferramentas, oferecer serviços e o que mais a imaginação permitir. Aliás, nesse tipo de negócio a criatividade não tem limite. Até casas colaborativas surgiram, onde pessoas com objetivos comuns podem morar e trabalhar, no mesmo espaço. Tudo é dividido e compartilhado, inclusive as tarefas domésticas.


Enquanto isso, uma parte da população preocupa-se em tumultuar a sociedade, com a sua inconformidade e revolta.
Poderíamos utilizar essa força de forma criativa. Já que a presidente Dilma sinalizou, em alto e bom tom para quem quiser ouvir que[1]: “não vou renunciar, não vou me suicidar e não tenho Fiat Elba”. Então, resta – inclusive como exemplo – utilizarmos a inconformidade como força propulsora para ações comunitárias, do tipo: utilizarmos as mídias sociais para reclamarmos. Quem escreve um e-mail para empresa de transporte, questionando o atraso do ônibus? Você tem ideia do quanto o seu e-mail pode fazer diferença no dia a dia de um motorista que trabalha com um veículo problemático? Ou você acompanha os políticos corruptos, para em uma próxima eleição não permitir que sejam reeleitos? Com certeza, não! Como diz aquele ditado: “uma andorinha só não faz verão”. A corrente do bem está sendo formada e precisa da energia de todos. São apenas pequenos exemplos de uma profunda reflexão. O que efetivamente eu, você, nós fazemos para melhorar o mundo em que vivemos? A economia solidária está aí para isso, proporcionar às pessoas momentos reflexivos, quebrar paradigmas, além de mudar o pensamento individual para o coletivo.







[1] http://portal.mte.gov.br/ecosolidaria/o-que-e-economia-solidaria.htm

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

A emoção de participar de um prêmio


Sempre fui uma pessoa curiosa e detalhista, desde criança. A maioria das pessoas que conheceram minha trajetória na infância sabe que sempre fui cercada por biólogos. Por isso, tenho uma ligação muito forte com a natureza e com os animais. Na minha carreira profissional, tive a oportunidade de trabalhar em empresas ou projetos alinhados à preservação ambiental.


A faculdade de comunicação os estágios proporcionaram o conhecimento através da técnica e a experiência de trabalhar na área antes de formada. Além disso, gostar do que se faz é um fator predominante para o sucesso do trabalho. Alguns consultores afirmam que devemos trabalhar com paixão pelo que se faz. Eu acredito que trabalhar com amor rende mais. Na minha opinião, a paixão se perde com o tempo devido à falta de estrutura. Já o amor... Inicia como um estágio, você vai conhecendo aos poucos, aprende a lidar com as dificuldades, procura alternativas para não cair na rotina, busca a harmonia com o parceiro e cria vínculos duradouros. E, com o passar do tempo, você não tem mais fornecedores, no momento de dificuldades ou desafios terá um parceiro. E trabalhar com comunicação, eventos, mídias sociais exige do profissional dinamismo, construção e desconstrução do conhecimento. Se você gosta dessa loucura, tenha certeza de que está na profissão certa! Não existe nada definitivo, principalmente na área de eventos. Tudo pode acontecer, mas no final sempre dá tudo certo. Quando há dedicação e profissionalismo.


Também posso dizer que, durante minha trajetória profissional, tive a oportunidade de fazer trabalhos gratificantes, cheios de emoções, fantasias e momentos tensos. Esses são os melhores para aprendermos sobre tomada de decisão. Em que razão toma o lugar da emoção, define processos e pessoas, através da imparcialidade.




Já trabalhei na área de endomarketing em uma indústria. Um trabalho dinâmico e com extremos, num dia eventos para seis pessoas, noutro dia eventos para 700, 1.000 e até 3.200 pessoas. Não necessariamente nessa ordem. Também aprendi que trabalhar com crianças é gratificante, são sinceras, gostam ou não gostam. Trabalhar no caminhão-escola da SOS Mata Atlântica foi um aprendizado e tanto, além de conhecer pessoas maravilhosas que realizam um trabalho sério e percorrem o Brasil inteiro, fiz amigos, conheci outras cidades, aprendi e repassei o conhecimento sobre Mata Atlântica.
Em janeiro de 2014, tive a oportunidade de conciliar a afinidade com o meio ambiente e os animais. Trabalhar como produtora, em um projeto de sustentabilidade e eficiência energética  e, além disso, ter como colegas de trabalho dois cachorros, Sinos e Copérnico. Chegar pela manhã no escritório e ser recebida por quatro patas não tem preço. Principalmente para mim, que adoro um bichinho. Aceitar esse trabalho foi um senhor desafio, pois eu só havia produzido eventos até aquele momento. Mas aceitei o desafio de montar o espetáculo. Um projeto que tem por objetivo passar para as crianças a importância dos recursos energia, água, resíduo e mobilidade urbana, “uma proposta poética e sensibilizadora, destinada a estudantes, professores e cidadãos que permitem o nascer de uma nova consciência – uma Consciência Sustentável”.
Além da proposta sensibilizadora e poética, as ilustrações criavam forma e encantavam todos, assim como figurinos, personagens, materiais didáticos e estrutura do projeto como um todo. Sempre disse que não tivemos fornecedores,  e sim parceiros que compraram a ideia e encararam o desafio. E, quando tudo tomou forma, pegamos a estrada para percorrer mais de 70 cidades da região de concessão da AES Sul. De maio de 2014 a junho de 2015. Percorrendo estradas e levando para as crianças teatro, poesia e conhecimento. Um projeto feito com muito cuidado, carinho e amor.

O resultado desse trabalho foi a premiação para o case “AES Sul na Comunidade – Educar Para Transformar”. O reconhecimento da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) na categoria Top Cidadania: “projetos ou programas sociais desenvolvidos sem o objetivo de lucro e/ou de caráter assistencialista realizados por empresas públicas e privadas, junto à comunidade em geral, com a finalidade de assegurar condições de efetivação da cidadania, garantia e ampliação aos direitos sociais conforme o conceito de investimento social adotado pelo prêmio”.

Não preciso nem dizer o quanto estou feliz com esse prêmio. As pessoas não fazem ideia do que é ser produtor de um espetáculo ou evento. É tirar do papel um sonho e torná-lo realidade, trabalhar sob pressão, às vezes dormir só duas horas para cumprir o prometido ou nem dormir. Esse é o nosso trabalho! Quando lançamos o projeto em maio de 2014, na cidade de Santa Maria, foi muito intenso, cheio de emoções por parte das pessoas envolvidas, cumprimento de prazos, correria com fornecedores, na verdade, parceiros que compraram a loucura e conosco transformaram o sonho em realidade. E, hoje, conquistamos o primeiro prêmio Top Cidadania para a AES Sul. O meu sentimento é de pura felicidade por ter participado de um trabalho tão maravilhoso

Conheça um pouco sobre o nosso trabalho. acesse:











quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Me ajude a chorar


É uma obra de Fabrício Carpinejar, já faz algum tempo que venho atrás dessa obra. Geralmente o livro chama a atenção pela sinopse ou pela crítica. Mas nesse, o título foi mais precioso que qualquer crítica. Me ajude a chorar, estranho, né? Por que alguém compraria um livro com esse nome? Pois é, foi a pergunta que fiz. Então comprei! E, para ser sincera, foi uma das melhores compras que fiz na Feira do Livro de Porto Alegre.

Há um tempo, eu havia lido uma das crônicas do Carpinejar, na Zero Hora dominical, fiquei encantada com o texto. Fez-me refletir sobre várias situações, mas uma em especial, a velhice de nossos pais. Sim, porque todos nós passaremos por isso ou a grande maioria.

O título de uma das crônicas, Pai de meu pai, segundo ele, refere-se a quando o filho se torna pai de seu pai. Também pode ser interpretado no feminino.  Já que a situação ocorre nos dois gêneros. E, hoje, parte desse texto foi muito significativa para mim.  E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz. Todo filho é pai da morte de seu pai. Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta. Feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia”.

Hoje, sinto na pele esse trecho, minha parceira de setenta e cinco anos, minha mãe, á qual eu devolvo os cuidados, o amor e a amizade que me foram oferecidos durante décadas. No entanto, nem todos terão a oportunidade de zelar pelo pai ou pela mãe, infelizmente existem situações em que isso não é possível: como a morte de um filho. Que impede essa retribuição carinhosa e fraternal, de apenas colocar o rosto de seu pai no peito ou simplesmente sussurrar no seu ouvido, estou aqui, pai, estou aqui! Hoje, em especial, tenho um amigo que infelizmente não ouvirá mais o som da voz do seu filho e uma mãe que chorará até o final de seus dias, uma perda que não tem explicação. Porque a conformidade para a morte não existe! Esses pais não ouvirão no fim de suas vidas que seu filho está ali. Será apenas um vazio, uma tristeza sem fim...

Contudo, a vida segue, assim como o sol nasce todos os dias e ilumina as nossas vidas, trazendo a renovação. Além disso, ler Fabrício Carpinejar é inspirador, instigante, reflexivo para o que realmente importa nesta vida. Assim penso eu. Talvez esse livro mude um pouco a sua percepção de vida, e você reconheça,  como diz Carpinejar, que o que um pai ou uma mãe deseja apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Quinze dias de leitura 61ª Feira do Livro de Porto Alegre

A Feira do Livro está completando 61 anos, o tema deste ano: "Livros ajudam a pensar". Acontecendo na Praça da Alfândega, entre o Museu de Artes do Rio Grande do Sul e o Santander Cultural, o evento este ano terá um desafio maior, tentar ultrapassar as vendas de livros da edição de 2014 ou pelo menos equilibrar as metas. Já que este ano a crise abalou várias áreas da economia, inclusive a literária.
Contudo o que estimula a visita à Feira por jovens da Geração Y são os projetos científicos de incentivo à leitura da iniciativa privada, que por meio de projetos estimulam a criatividade desses jovens. Além de palestras, cursos e atrações culturais que estimulam a criatividade através da cultura e do conhecimento adquirido durante o evento.

Além disso, ao visitar os estandes da Feira neste ano, percebi uma redução significativa no número de barracas. Segundo meus olhos, no mínimo vinte banca a menos. Tive uma confirmação disso ao visitar o espaço internacional de livros, das dez bancas do ano passado, o vendedor me informou que estavam faltando pelo menos cinco naquele local.

No entanto, pelo fluxo de pessoas durante a Feira, percebe-se que a venda de livros estava normal, em minha opinião achei o preço bem acessível. Tanto que comprei sete livros. Nunca havia me permitido comprar essa quantidade. O que me surpreendeu foi o volume significativo de jovens interessados em literatura. Em tempos de novas tecnologias, a procura e consequentemente interesse por esses títulos surpreende! A Geração Y tem sede de novas tecnologias, mas, além disso, buscam outras formas de conhecimento que incentivem a leitura de livros de forma criativa e inovadora.

Além da inovação, a sustentabilidade também esteve presente na Feira do Livro, com a iniciativa da Braskem. Um estande com exemplos de soluções sustentáveis da química e do plástico: captação de água da chuva através do moderno sistema de cisternas da Tecnori e também móveis feitos em resina termoplástica. No mesmo espaço, a estação de carregamento de celulares que produz energia desperta a curiosidade dos visitantes. Um experimento parecido com uma bicicleta é acionado pelo movimento dos pedais, acoplado a uma bancada que serve como mesa de leitura enquanto o celular é carregado.
A preocupação com as questões ambientais é tão grande que a Prefeitura de Porto Alegre, em parceria com o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), trouxe a Estação Recicla POA. Um estande montado no Largo Glênio Peres, onde a população pôde assistir ao funcionamento de uma usina de reciclagem.
A Feira, apesar da crise, trouxe movimento, despertou a curiosidade, proporcionou debates, despertou o senso de crítico de cada um que teve a oportunidade de passear pelas bancas, assistir às palestras, fazer cursos e tantas outras atividades que proporcionaram o conhecimento. Além de saciar a fome dos visitantes que foram não só para ler, mas também para degustar algo na praça de alimentação, jogar conversa fora nos cafés, debater um filme, uma obra de arte. Feira do Livro é isto, quinze dias em que Porto Alegre tem oportunidade de respirar cultura.























sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Ah... este telefone celular!

Ontem, participei de um evento sobre inovação e tecnologia. No decorrer do Fórum tive a nítida impressão de que: só eu e algumas pessoas mais velhas não estávamos conversando ou acessando algum tipo de informação no celular. Veja bem, por que as pessoas comparecem a um evento?

Na minha inocente visão, seria para adquirir conhecimento, certo? Ampliar a networking, prestigiar o palestrante ou tudo isso. Mas infelizmente, não tenho percebido isso, não!

A maior parte do público era de pessoas da área de TI. No meu entendimento, isso não justifica a falta de atenção ou até mesmo um certo descaso com o palestrante. Você já refletiu sobre o quanto um aparelho celular pode influenciar negativamente, as relações? Não estou falando apenas em relações afetivas, e sim todo e qualquer tipo de relação, inclusive professor /aluno.

As pessoas não conversam mais, estão perdendo o hábito da escrita, tudo é abreviado, fotografado!
Este aparelho, o celular, está criando um sério problema nas salas de aula.
quando eu estava na faculdade, havia um professor de filosofia que salientava o quanto era importante pararmos por alguns instantes e utilizarmos o nosso senso de observação. Naquele momento a sugestão me pareci um pouco utópica. Mas na verdade, ele tinha razão!

Hoje, se você parar 10 minutos para observar, ficará espantado com a quantidade de pessoas que andam de cabeça baixa em função de um celular. Atravessam a rua olhando o celular, dirigem assim, sem ter a mínima percepção do risco, para si e para o pedestre.


No Fórum de Tecnologia e inovação, ocorrido no mês de outubro.
O gerente do Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife (Cesa), Claudio Navarro, questionou o uso adequado das ferramentas tecnológicas. Nossas crianças estão tendo um aproveitamento dessas ferramentas ou elas estão sendo utilizadas apenas como forma de distração, quando você não tem tempo ou paciência de brincar com seu filho?

Você utiliza a tecnologia (celular,tablet, notebook) como ferramenta para auxiliar o seu trabalho ou tornou-se um workaholic que não consegue se desligar do trabalho, nem quando está em casa?

Então, a partir de hoje, vamos repensar um pouco, como utilizar o celular, de forma adequada? Aproveitar que estamos no horário de verão e apreciar um pouco mais a cidade, ir à Feira do Livro, ler um livro, ouvir, olhar, aguçar os sentidos. Que ultimamente, estão quase ficando em desuso!
















E dançar é...



É a expressão divina de um ser que tem a necessidade de expor seus sentimentos para si ou para outras pessoas. Na verdade para alguns tipos de estilo não existe técnica, e sim vontade acima de tudo. Você dança para alguém ou para você? Eu danço para mim, pelo reencontro com o feminino e para ser feliz,  apenas isto.
Este post surgiu com a  vontade  de dar continuidade a este blog. E escrevi e publiquei o primeiro e único post em 2011 quando tive a oportunidade de pisar em um palco pela primeira vez e relatar a façanha. Agora, depois de alguns, anos já tenho mais alguma experiência, mas dependendo do estilo musical é difícil. Muita pressão e expectativas dos dois lados, e um desafio a ser ultrapassado.

Hoje, quando assisto à uma apresentação já não vejo com olhos críticos. E sim com respeito! Cada um tem o seu jeito ou não tem e arriscam mesmo assim. Na verdade são mais corajosos que qualquer um.  Existem pessoas que nasceram para brilhar, só isto. Atualmente não tenho mais este objetivo, na verdade acho que nunca tive. hehe. 
Dançar tem que ser brincado, divertido, ousado, abusado e criativo. Além disso, tenho um afeto especial pela dança cigana, uma dança livre! Cigano dança com o coração, é livre e apaixonado. Portanto, não exige muita coreografia, é só dançar com alma. Já o ventre... esta dança me encanta e desafia porque desmembrar o corpo e depois juntá-lo parte por parte não é fácil! E minha vez vai chegar. Tudo é uma questão de tempo e desbloqueios. 
  Para quem não tem o conhecimento sobre dança do ventre: é se conhecer como mulher, aceitar seu corpo com o passar dos anos, quebrar em duas partes e depois unir, sincronizar coração com sexualidade. É o equilíbrio do feminino. Hoje as mulheres buscam tantas coisas, independência, autonomia, igualdade. Mas às vezes percebo que a grande maioria das mulheres perdeu no meio do caminho a sua essência. 
Porém dançar é buscar a cura, dar amor e carinho para o ser que mais necessita: você, eu e todas as mulheres que entram em conflitos existenciais. Já fiz muitas atividades, mas a música me fascina. É o meu momento, minha força!


Então vá, dance e seja feliz...