domingo, 6 de dezembro de 2015

Economia Solidária



Diariamente, recebemos convites de amigos através das redes sociais, para irmos às ruas reivindicar nossos direitos. Cobrar impeachment da presidente Dilma, além de soluções para a atual crise econômica que assombra o nosso país. Depois de anos de calmaria. É uma revolta só! Mas, por outro lado, também vejo situações construtivas que estão ganhando força, não só em nosso estado, também no país. A economia solidária, por exemplo, uma nova forma de se relacionar economicamente, e suas casas colaborativas.

A economia sempre foi um assunto muito complicado, tratando-se de Brasil. Passamos por várias situações, ditadura, índices de inflação insuportáveis, abertura de mercado, proporcionada pelo ex-presidente Fernando Collor, internet e suas ferramentas de mídias sociais e até um presidente da república Mulher, quem diria. Uma revolução e tanto, para um país que viveu tantas transformações, da repressão à liberdade de expressão. E hoje se percebe que ainda existem muitas resistências, imediatismo, conformismo e corrupção. Ela sempre esteve ali. Nunca foi eliminada, nem dos governos anteriores e muito menos dos atuais. Só estava adormecida. Ninguém tinha coragem para denunciar, e hoje qualquer um pode expor a sua inconformidade, através das mídias sociais.

Apesar de todas as controvérsias partidárias e revoltas à
parte, visualiza-se um movimento que, segundo os economistas, será tendência de mercado no futuro. A chamada economia solidária e seus subprodutos. Mas o que é economia solidária e quais são seus objetivos? Segundo o Portal do Trabalho e Emprego[1], “Economia Solidária é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver. Sem explorar os outros, sem querer levar vantagem, sem destruir o ambiente. Cooperando, fortalecendo o grupo, cada um pensando no bem de todos e no próprio bem”. E, através desse pensamento, estão surgindo novas plataformas de negócio, não só compra e venda, mas empréstimo. Isso mesmo, empréstimo, em que se pode trocar livros, emprestar carros e ferramentas, oferecer serviços e o que mais a imaginação permitir. Aliás, nesse tipo de negócio a criatividade não tem limite. Até casas colaborativas surgiram, onde pessoas com objetivos comuns podem morar e trabalhar, no mesmo espaço. Tudo é dividido e compartilhado, inclusive as tarefas domésticas.


Enquanto isso, uma parte da população preocupa-se em tumultuar a sociedade, com a sua inconformidade e revolta.
Poderíamos utilizar essa força de forma criativa. Já que a presidente Dilma sinalizou, em alto e bom tom para quem quiser ouvir que[1]: “não vou renunciar, não vou me suicidar e não tenho Fiat Elba”. Então, resta – inclusive como exemplo – utilizarmos a inconformidade como força propulsora para ações comunitárias, do tipo: utilizarmos as mídias sociais para reclamarmos. Quem escreve um e-mail para empresa de transporte, questionando o atraso do ônibus? Você tem ideia do quanto o seu e-mail pode fazer diferença no dia a dia de um motorista que trabalha com um veículo problemático? Ou você acompanha os políticos corruptos, para em uma próxima eleição não permitir que sejam reeleitos? Com certeza, não! Como diz aquele ditado: “uma andorinha só não faz verão”. A corrente do bem está sendo formada e precisa da energia de todos. São apenas pequenos exemplos de uma profunda reflexão. O que efetivamente eu, você, nós fazemos para melhorar o mundo em que vivemos? A economia solidária está aí para isso, proporcionar às pessoas momentos reflexivos, quebrar paradigmas, além de mudar o pensamento individual para o coletivo.







[1] http://portal.mte.gov.br/ecosolidaria/o-que-e-economia-solidaria.htm

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