Bem, já faz algum tempo que venho tentando escrever um blog. Minha primeira tentativa foi em 2011. E, hoje, em 2015, resolvi retomar o blog, aperfeiçoar a escrita e, quem sabe, escrever um livro! Porque fiz tantos movimentos, andei por vários lugares no interior deste Rio Grande, que daria até para escrever um livro. Ideias vão florescendo de acordo com circunstâncias, lugares e eventos. Podem sugerir, questionar e até criticar. Sim, criticar, porque através da crítica surge o aperfeiçoamento.
sábado, 27 de fevereiro de 2016
A beleza está nos olhos de quem vê. Mas a sabedoria está nas mãos daqueles que sabem ensinar com criatividade
Neste final de semana, tive uma oportunidade ímpar!
Participar de um curso em uma escola onde realizam imersões em várias línguas,
dentre elas o Inglês. No entanto, nunca pensei que fazer um curso de Inglês em
três dias me traria tantas oportunidades e sensações diferenciadas. Sempre
digo, a beleza está nos olhos de quem vê. Nesse caso, nos meus olhos. Mas a
sabedoria está nas mãos daqueles que sabem ensinar com paciência e
criatividade. E o lugar onde se encontra isso existe!
Chama-se The Fools, em meio à natureza, localizado na zona
rural de Novo Hamburgo. Um lugar simples, aconchegante, com casas construídas a
partir das técnicas de bioconstrução. A alimentação é toda vegetariana e quase
todos os produtos servidos foram produzidos no local. Para quem não está
acostumado com esse tipo de alimentação, vale a pena o sacrifício. Você pode
iniciar a imersão por três dias. Depois, se gostar, encare os cinco dias. Não
vai se arrepender!
Além disso, estar junto à natureza é uma dádiva,
principalmente para as pessoas que moram em grandes capitais, como por exemplo
Porto Alegre. Estar no The Fools é um momento mágico, vai muito além de uma
simples aula de Inglês, significa aguçar os sentidos, vivenciar sentimentos e
emoções. Além, é claro, de conhecer pessoas de várias partes do Brasil.
Fazer a imersão na escola é entregar-se de corpo alma ao que
está por vir. Só assim, você terá a chance de vivenciar situações inexplicáveis
e aproveitar todo o potencial que a escola oferece. O que vale no momento é a
entrega pura e simples, sem medos ou culpa. Pois sempre haverá alguém para
incentivá-lo e estimular a conversação. O lema da escola é aprender com a
prática.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Quem é ela?
Tem
vários apelidos por onde anda.Pequeninha, Globeleza, Baixinha, Furacão, Vidente,
Capeta, Maria, enfim. Apelidos que, por alguns instantes, definem sua
personalidade. É assim que as pessoas a enxergam.
Certa
vez, em um local de trabalho, sua chefe a definiu como gigante! Pequeninha,
ágil, que como profissional, crescia e surpreendia. Sempre à frente do seu tempo,
um ser humano com visão de futuro, analítica e estratégica. Antecipando
problemas ou contornando-os com maestria. Uma pessoa que se entrega de corpo e
alma ao que faz, independente do papel que ocupa, no local de trabalho e na
vida pessoal. Pois até para lavar o chão é precisa e impecável! Porque acha que
todo trabalho é uma bênção, e por ser uma bênção, deve ser valorizado.
Sua
personalidade forte e decidida é percebida no seu jeito de andar. Postura
esguia e olhar no horizonte, mas sem ser exibida. Há quem veja como exibição, e
com certa inveja. Porém, isso passa longe de seus pensamentos. É compreendida e
chamada de várias formas, por todos aqueles apelidos. E, compreendendo seu
jeito único de ser, faz questão de apresentar: ela é a Cleusa. Ela por ela
mesma.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Ah...como somos resistente!
Esta semana li um post no Facebook que me chamou atenção.
Ele comentava a indignação de algumas pessoas com a demissão de um professor de
uma escola tradicional de Canoas. Solicitavam que todos os alunos se
manifestassem contra aquela injustiça. Que, para mim, foi apenas uma
consequência da atual crise econômica. Respirei fundo e fiz uma análise, antes
de me manifestar. Percebi o quanto o ser humano é resistente às mudanças.
Veja bem, estamos no ano de 2016, na
era digital, mídias sociais, democracia, liberdade de opiniões, geração X,
geração Y, geração Z, legitimação das uniões estáveis entre homossexuais, enfim...
E, ainda assim, me parece que alguns cidadãos não perceberam o quanto o mundo se
transformou desde o início da internet.
De 1995 até agora, são praticamente mais de 15 anos, de alterações
comportamentais, enxurrada de informações de todos os lugares do mundo e
inovações tecnológicas que vão além da nossa imaginação. Hoje a área de
Tecnologia da Informação evolui tanto quanto a Medicina. Provocando mudanças na
forma de pensar, agir e trabalhar de cada indivíduo. Além do que, muitos postos
de trabalho foram eliminados a partir desta evolução mercadológica.
Trabalhar 30 anos em uma empresa,
hoje, significa a capacidade do ser humanos de se reinventar frente a tantos
desafios e só consegue isso quem tem humildade para aprender e foco para
superar os desafios quase que diariamente. Mas, em algum momento, acontece o
inevitável, redução de custos, o perfil não está adequado para o momento econômico
da empresa, enfim. São situações pelas quais todos nós vamos passar algum dia.
E quem nunca foi demitido?
A demissão do professor é uma
consequência da atual conjuntura mercadológica. Isso é certo! Claro que todos
nós ficamos tristes, ainda mais porque ele é uma pessoa querida, até fui uma de
suas alunas e não desmereço o seu profissionalismo, muito pelo contrário. Por
ter sido sua aluna,
desejo mais que ele cresça. Veja coisas novas, se permita evoluir e ver o quanto foram importantes esses 30 anos vividos na comunidade acadêmica dessa escola. E, apesar do ocorrido, o mundo está aqui, de braços abertos para recebê-lo e mostrar-lhe todas as inovações possíveis e impossíveis que aconteceram também na educação.
desejo mais que ele cresça. Veja coisas novas, se permita evoluir e ver o quanto foram importantes esses 30 anos vividos na comunidade acadêmica dessa escola. E, apesar do ocorrido, o mundo está aqui, de braços abertos para recebê-lo e mostrar-lhe todas as inovações possíveis e impossíveis que aconteceram também na educação.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Arte...
Bom, não sou uma conhecedora de arte, mas gosto de admirar
coisas que saem da minha rotina e encantam os meus olhos. Principalmente em uma
tarde de verão em Porto Alegre, ou Forno Alegre, como muitos a chamam no verão.
Sempre tive vontade de conhecer a Galeria de Arte Bublitz,
antigamente se chamava Bublitz Decaedro, hoje é apenas Bublitz. Mas, além da
correria do dia a dia, ela sempre estava fora do meu roteiro. Porém, semana passada
pude conciliar um compromisso próximo ao local com uma visita a ela.
Gente, fiquei maravilhada com a expressividade de cada
traço, são obras simples, que com o seu colorido retratam um pouco da visão do
artista sobre o mundo. Além disso, encontrei lá uma senhora supersimpática, que
teve a paciência de responder a todos os meus questionamentos.
Para quem não conhece, a Galeria Bublitz existe há 25 anos e
só expõe obras de artistas renomados. Para fechar 2015, a galeria fez uma mostra
coletiva com as quarenta e seis obras mais expressivas do ano, segundo o marchand Nicholas Bublitz. As obras
expostas são dos seis artistas mais vendidos em 2015: João Carlos Bento,
Antonio Soriano, Kenji Fukuda, Mirian Postal, Marcelo Hübner e Victor Hugo
Porto.
Se você ainda não conhece a Galeria, dê uma passadinha lá. Vai
ter oportunidade de vislumbrar um mundo novo, fazer algo fora da rotina,
adquirir conhecimento, apreciar o que é belo e quem sabe adquirir uma obra de
arte.
Ah... você não sabe o horário?
As visitas são de segunda a sexta, das 9h às 19h, e aos
sábados, das 9h às 16h.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
A Rainha da Sucata
Sim, Porto Alegre tem uma Rainha da Sucata, chama-se Marli
Medeiros, uma mulher simples, faceira, moradora da Vila Pinto. Uma pessoa que,
com muita garra e determinação, conseguiu transformar a vida de muitos
moradores de um bairro pobre de Porto Alegre. Uma luta diária, contra tudo e
contra todos. Principalmente, os próprios moradores. Marli está à frente do
Centro de Triagem há duas décadas. Hoje conhecido como CEA, Centro de Educação
Ambiental, é uma ONG de referência internacional.
A Rainha da Sucata, como Marli foi chamada, iniciou esse projeto
na década de 90, quando resolveu transformar uma área de desova de cadáveres e
lixo em centro de triagem. Marli teve a inspiração ao assistir o filme Ilha das
Flores, de Jorge Furtado. Na época, parecia uma loucura, mas nunca desistiu.
Até que um dia encontrou um papel que transformaria sua vida. Um folheto de
divulgação de um curso para líderes comunitários. Foi nessa época que a sua
vida e as vidas de muitas outras pessoas tomaram um rumo diferente! Marli
encontrou apoio de pessoas – como ela mesma fala aos risos: nunca tinha visto
tanto “ado” na vida – com mestrado, doutorado, pós-doutorado, que a ajudaram a
tornar sua loucura uma realidade saudável.
Apesar da ajuda dos mestres para montar o projeto, nem tudo foram
flores na vida de Marli. Convencer as mulheres da comunidade de que valeria a
pena largarem a vida que levavam, além de convencê-las de que separar o lixo
agregaria valor ao trabalho daquelas mulheres, foi uma luta quase diária. E sua
determinação foi fundamental na montagem do grupo. Porém, nossa Rainha da
Sucata queria mais, precisava de uma creche para abrigar os filhos dos
trabalhadores, de um refeitório para almoçarem.
Enfim, sonhos nunca terminam. E melhorias são uma constante quando
se pensa em futuro. Seu projeto de vida é tornar o CEA rentável para que ela
possa se aposentar. Quer aproveitar a vida com seu companheiro, nem tudo é
trabalho, diz. “Já estou há mais de duas décadas à frente deste sonho, quero
organizar o CEA e treinar alguém para me substituir.”
Hoje, o CEA conta com apoio de algumas empresas como Gerdau,
Agiplan, Lojas Renner, e outras. E quem quiser conhecer o projeto pode fazer
uma visita ao local. Com certeza não vai se arrepender. Conhecer Marli é uma lição
de vida para a alma. E
é uma alegria para o coração ver a felicidade daquelas crianças. Em uma
estrutura muito bem organizada.
Marli Medeiros será uma das palestrantes de um seminário da Virada
Sustentável, que ocorrerá no final de março, no Araújo Vianna. Entrada
gratuita.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Sexo é importante, mas até que ponto é saudável?
Neste final de semana li um
artigo em um jornal que me chamou muito a atenção. O título era, o que o sexo
faz por você. Ele, fazia inúmeras referências sobre seus benefícios. Mas em nenhum momento citou
o equilíbrio emocional do parceiro e o respeito com que a relação deve ser
encarada. Atualmente, vejo a sexualidade sendo banalizada, pessoas doentes e
compulsivas por sexo, como animais. A sexualidade sendo usada como fuga para problemas
e insatisfações pessoais, como se fosse uma atividade física. E não é só a
minha opinião que conta. Também conversei com uma ginecologista que disse algo semelhante
“As pessoas estão usando a sexualidade como fuga e assim ficando doentes pelos
excessos”. Além do que, se a população masculina tivesse ideia da quantidade de
mulheres insatisfeitas com a sua sexualidade, acho que o sexo seria levado com
mais seriedade e menos banalizado.
Não estou aqui aplicando o
puritanismo. Hoje, a maioria das pessoas, falam que as relações estão muito
difíceis. Por um acaso você, parceiro, já tentou conversar com sua companheira
ou ficante sobre a qualidade da relação
sexual? Se ela está satisfeita, quer dar uma variada, precisa de ajuda, enfim! Vejo atualmente uma abertura para o diálogo, mas ainda existem temas que são tabus entre casais. Até porque não é um assunto fácil, requer sutileza, carinho, uma dose extra de paciência e compreensão. Porque talvez a resposta não seja aquela que você, companheiro (a) gostaria de ouvir. Contudo não é só a conversa que fará a diferença, e sim, o quanto você está disposto ajudá-la no processo de conscientização da insatisfação de sua companheira, quanto na busca de soluções para o problema. Atualmente existem vários tipos de tratamentos para transtornos sexuais femininos, inclusive através de fisioterapia. Mas isto será pauta para outro texto.
sexual? Se ela está satisfeita, quer dar uma variada, precisa de ajuda, enfim! Vejo atualmente uma abertura para o diálogo, mas ainda existem temas que são tabus entre casais. Até porque não é um assunto fácil, requer sutileza, carinho, uma dose extra de paciência e compreensão. Porque talvez a resposta não seja aquela que você, companheiro (a) gostaria de ouvir. Contudo não é só a conversa que fará a diferença, e sim, o quanto você está disposto ajudá-la no processo de conscientização da insatisfação de sua companheira, quanto na busca de soluções para o problema. Atualmente existem vários tipos de tratamentos para transtornos sexuais femininos, inclusive através de fisioterapia. Mas isto será pauta para outro texto.
Porém quero sinalizar: seja companheiro acima de
tudo. Independente do tipo de relação que tenha com a outra pessoa. Não existe
coisa pior para uma mulher é ser deixada de lado em um momento como este. Mesmo
que por um instante ela peça para dar um tempo, a confusão mental é grande, a
resposta negativa nunca é fácil, e no momento só queremos um abraço, pois o
sentimento de incapacidade toma conta, a auto estima vai lá embaixo,
questionamos até a capacidade profissional e tudo aquilo que tinhámos como conceito, às
vezes cai por terra.Porém, Sexo é uma via de mão dupla e requer sensibilidade
de ambas as partes além de calma. Segundo Carmita Abdo, fundadora e
coordenadora do Programa de Estudos em sexualidade de (ProSex) da USP, “ desde
o início da última década pesquisas têm demonstrado que a proximidade física e a intimidade emocional com o
parceiro são, muitas vezes aquilo que a mulher quer na cama. Orgasmo não é,
necessariamente, igual à satisfação para a mulher- pondera a especialista.”
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