quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Ah...como somos resistente!

Esta semana li um post no Facebook que me chamou atenção. Ele comentava a indignação de algumas pessoas com a demissão de um professor de uma escola tradicional de Canoas. Solicitavam que todos os alunos se manifestassem contra aquela injustiça. Que, para mim, foi apenas uma consequência da atual crise econômica. Respirei fundo e fiz uma análise, antes de me manifestar. Percebi o quanto o ser humano é resistente às mudanças.


Veja bem, estamos no ano de 2016, na era digital, mídias sociais, democracia, liberdade de opiniões, geração X, geração Y, geração Z, legitimação das uniões estáveis entre homossexuais, enfim... E, ainda assim, me parece que alguns cidadãos não perceberam o quanto o mundo se transformou desde o início da internet. De 1995 até agora, são praticamente mais de 15 anos, de alterações comportamentais, enxurrada de informações de todos os lugares do mundo e inovações tecnológicas que vão além da nossa imaginação. Hoje a área de Tecnologia da Informação evolui tanto quanto a Medicina. Provocando mudanças na forma de pensar, agir e trabalhar de cada indivíduo. Além do que, muitos postos de trabalho foram eliminados a partir desta evolução mercadológica.


Trabalhar 30 anos em uma empresa, hoje, significa a capacidade do ser humanos de se reinventar frente a tantos desafios e só consegue isso quem tem humildade para aprender e foco para superar os desafios quase que diariamente. Mas, em algum momento, acontece o inevitável, redução de custos, o perfil não está adequado para o momento econômico da empresa, enfim. São situações pelas quais todos nós vamos passar algum dia. E quem nunca foi demitido?


A demissão do professor é uma consequência da atual conjuntura mercadológica. Isso é certo! Claro que todos nós ficamos tristes, ainda mais porque ele é uma pessoa querida, até fui uma de suas alunas e não desmereço o seu profissionalismo, muito pelo contrário. Por ter sido sua aluna,
desejo mais que ele cresça. Veja coisas novas, se permita evoluir e ver o quanto foram importantes esses 30 anos vividos na comunidade acadêmica dessa escola. E, apesar do ocorrido, o mundo está aqui, de braços abertos para recebê-lo e mostrar-lhe todas as inovações possíveis e impossíveis que aconteceram também na educação.

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