A Feira do Livro está completando 61 anos, o tema deste ano: "Livros ajudam a pensar". Acontecendo na Praça da Alfândega, entre o Museu de Artes do Rio Grande do Sul e o Santander Cultural, o evento este ano terá um desafio maior, tentar ultrapassar as vendas de livros da edição de 2014 ou pelo menos equilibrar as metas. Já que este ano a crise abalou várias áreas da economia, inclusive a literária.
Contudo o que estimula a visita à Feira por
jovens da Geração Y são os projetos científicos de incentivo à leitura da
iniciativa privada, que por meio de projetos estimulam a criatividade desses
jovens. Além de palestras, cursos e atrações culturais que estimulam a
criatividade através da cultura e do conhecimento adquirido durante o evento.
Além disso, ao visitar os estandes da Feira neste ano, percebi uma redução significativa no número de barracas. Segundo meus olhos, no mínimo vinte banca a menos. Tive uma confirmação disso ao visitar o espaço internacional de livros, das dez bancas do ano passado, o vendedor me informou que estavam faltando pelo menos cinco naquele local.
No
entanto, pelo fluxo de pessoas durante a Feira, percebe-se que a venda de livros
estava normal, em minha opinião achei o preço bem acessível. Tanto que comprei
sete livros. Nunca havia me permitido comprar essa quantidade. O que me
surpreendeu foi o volume significativo de jovens interessados em literatura. Em
tempos de novas tecnologias, a procura e consequentemente interesse por esses títulos
surpreende! A Geração Y tem sede de novas tecnologias, mas, além disso, buscam
outras formas de conhecimento que incentivem a leitura de livros de forma
criativa e inovadora.
Além
da inovação, a sustentabilidade também esteve presente na Feira do Livro, com a
iniciativa da Braskem. Um estande com exemplos de soluções sustentáveis da
química e do plástico: captação de água da chuva através do moderno sistema de
cisternas da Tecnori e também móveis feitos em resina termoplástica. No mesmo espaço,
a estação de carregamento de celulares que produz energia desperta a
curiosidade dos visitantes. Um experimento parecido com uma bicicleta é acionado
pelo movimento dos pedais, acoplado a uma bancada que serve como mesa de leitura
enquanto o celular é carregado.
A
preocupação com as questões ambientais é tão grande que a Prefeitura de Porto
Alegre, em parceria com o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU),
trouxe a Estação Recicla POA. Um estande montado no Largo Glênio Peres, onde a
população pôde assistir ao funcionamento de uma usina de reciclagem.
A Feira,
apesar da crise, trouxe movimento, despertou a curiosidade, proporcionou
debates, despertou o senso de crítico de cada um que teve a oportunidade de
passear pelas bancas, assistir às palestras, fazer cursos e tantas outras atividades
que proporcionaram o conhecimento. Além de saciar a fome dos visitantes que
foram não só para ler, mas também para degustar algo na praça de alimentação,
jogar conversa fora nos cafés, debater um filme, uma obra de arte. Feira do Livro
é isto, quinze dias em que Porto Alegre tem oportunidade de respirar cultura.
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