terça-feira, 5 de abril de 2016

Após o caos, as dúvidas e a insegurança


Depois de quinze dias de caos, é chegada a hora de estabilizar as emoções e partir para a realidade. Nosso país está em crise política, e nós, brasileiros, não queremos mais sequer ouvir falar na palavra corrupção ou em Lava Jato. A população se encontra dividida com relação às questões políticas. A presidente Dilma, metendo os pés pelas mãos ao colocar Lula como ministro; a coligação do PMDB e PT tem seu fim; e Michel Temer, preparando seu governo para um possível pedido de impeachment.

Isso significa que a revolta da população brasileira simplesmente é o reflexo de tantos anos de corrupção. Na verdade, essa corrupção sempre existiu, independente de governo. Se formos avaliar nossa história política, e vasculharmos documentos e processos, veremos que esse caso de agora não é o único. Mas chega um determinado momento em que o povo sofre com o abuso do poder. A situação econômica atual está insustentável. Lembro, em 2006, que nós brasileiros manifestamos a insatisfação nas urnas. Do total dos votos, 27% foram nulos e brancos. Esse ranking só perdeu para 1998, quando o percentual de nulos e brancos atingiu 36% do total das urnas de todo o País. Lembro muito bem, foi um tapa de luva para a classe política. Ninguém imaginou que aconteceria o que vivemos hoje. E não duvido que essa situação se repita. Porque não teremos muitas opções na conjuntura atual.

No entanto, me decepcionei ao ver a presidente Dilma dando um tiro no pé. Pois a admiro como pessoa, batalhadora, militante de uma causa, e tinha nas mãos uma situação de desequilíbrio. Que poderia ser contornada com o tempo. Porém, a emoção superou a razão ao proteger Lula, e com um vice de oposição, já era difícil contornar as divergências. Imaginem, a nossa credibilidade, que já estava abalada, foi destruída em cadeia internacional, numa fração de minutos. Eu nem sequer estava acreditando no que assistia. Mas, enfim, brigas à parte, foi muito barulho por nada. Lula assumiu e foi cassado em questão de horas. A imagem de um país que levou anos para se firmar no mercado internacional foi por água abaixo, o mercado financeiro oscilou como nunca durante três dias, e o desemprego atinge todas as classes sociais. O povo foi às ruas novamente, brigas, vaias e várias manifestações de sindicatos, e inclusive da classe empresarial, contra o governo. Não precisava, Presidente Dilma.

Então, agora temos um PMDB sendo pressionado a desfazer uma coligação com o PT nacionalmente. Um vice que a maioria não quer porque também não é confiável. E o que fazer, meu povo?
Só restam as urnas para nos salvar. Infelizmente, teremos que peneirar muito, ou terá que nascer um novo ser, para nos trazer uma esperança de melhoria.

Nenhum comentário:

Postar um comentário