Depois de quinze dias de caos, é chegada a hora de
estabilizar as emoções e partir para a realidade. Nosso país está em crise
política, e nós, brasileiros, não queremos mais sequer ouvir falar na palavra corrupção
ou em Lava Jato. A população se encontra dividida com relação às questões
políticas. A presidente Dilma, metendo os pés pelas mãos ao colocar Lula como
ministro; a coligação do PMDB e PT tem seu fim; e Michel Temer, preparando seu
governo para um possível pedido de impeachment.
Isso significa que a revolta da população brasileira
simplesmente é o reflexo de tantos anos de corrupção. Na verdade, essa
corrupção sempre existiu, independente de governo. Se formos avaliar nossa
história política, e vasculharmos documentos e processos, veremos que esse caso
de agora não é o único. Mas chega um determinado momento em que o povo sofre
com o abuso do poder. A situação econômica atual está insustentável. Lembro, em
2006, que nós brasileiros manifestamos a insatisfação nas urnas. Do total dos
votos, 27% foram nulos e brancos. Esse ranking
só perdeu para 1998, quando o percentual de nulos e brancos atingiu 36% do
total das urnas de todo o País. Lembro muito bem, foi um tapa de luva para a
classe política. Ninguém imaginou que aconteceria o que vivemos hoje. E não
duvido que essa situação se repita. Porque não teremos muitas opções na
conjuntura atual.
No entanto, me decepcionei ao ver a presidente Dilma
dando um tiro no pé. Pois a admiro como pessoa, batalhadora, militante de uma
causa, e tinha nas mãos uma situação de desequilíbrio. Que poderia ser
contornada com o tempo. Porém, a emoção superou a razão ao proteger Lula, e com
um vice de oposição, já era difícil contornar as divergências. Imaginem, a
nossa credibilidade, que já estava abalada, foi destruída em cadeia
internacional, numa fração de minutos. Eu nem sequer estava acreditando no que
assistia. Mas, enfim, brigas à parte, foi muito barulho por nada. Lula assumiu
e foi cassado em questão de horas. A imagem de um país que levou anos para se
firmar no mercado internacional foi por água abaixo, o mercado financeiro
oscilou como nunca durante três dias, e o desemprego atinge todas as classes
sociais. O povo foi às ruas novamente, brigas, vaias e várias manifestações de
sindicatos, e inclusive da classe empresarial, contra o governo. Não precisava,
Presidente Dilma.
Então, agora temos um PMDB sendo pressionado a desfazer
uma coligação com o PT nacionalmente. Um vice que a maioria não quer porque também
não é confiável. E o que fazer, meu povo?
Só restam as urnas para nos salvar. Infelizmente, teremos que peneirar muito, ou terá que nascer um novo ser, para nos trazer uma esperança de melhoria.
Só restam as urnas para nos salvar. Infelizmente, teremos que peneirar muito, ou terá que nascer um novo ser, para nos trazer uma esperança de melhoria.

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