sexta-feira, 8 de abril de 2016

Sabe quando o universo colabora contigo, e junta um grupo de pessoas geniais?

Neste final de semana, foi assim. Foram três dias de informação, descontração, diversão, música e trocas de experiências acerca da sustentabilidade. Eu, particularmente, fiquei encantada com a quantidade de pessoas que conheci. Todos fizeram a diferença em minha vida, além de plantar uma sementinha que contribuiu para o meu desenvolvimento. O Seminário Internacional de Educação foi grandioso. Os workshops proporcionados pela Net Impact, na qual sou voluntária e diretora de redes, trouxeram temáticas importantes nos dias de hoje, a necessidade de reaprender a dialogar e soluções criativas para ONGs.
Ter conhecimento é muito bom, e de uma forma diferenciada, melhor ainda! O Seminário Internacional de Educação proporcionou a expansão do conhecimento sobre o tema sustentabilidade. Uniu o social, econômico, ambiental e um aspecto curioso, o sagrado! Abordado pela professora Andree de Rider Vieira, uma pessoa com uma energia maravilhosa, além da sensibilidade na abordagem, no painel Cidades Transtornadas – A crise ambiental no espaço urbano. Não estamos falando aqui de tipologia religiosa, mas da espiritualidade em si. No que eu, você, nós acreditamos. E valores como: cooperação, respeito, amizade, amorosidade, paciência, tolerância, confiança, cuidado, criatividade e diálogo são raízes para a transformação.

Outro tema curioso e destaque, em minha opinião, foi: Cidadania, com o painel Política e mobilização social. Debatido por duas pessoas incríveis que tive o privilégio de conhecer, a Líder Comunitária, Promotora Legal e Presidente da ONG Centro de Educação Vila Pinto Marli Medeiros e Eduardo Rombauer, profissional de desenvolvimento em processos participativos e Mestre em Prática Social Reflexiva pela LMU (London Metropolitan University) e membro do Instituto Democracia e Sustentabilidade, além de criador do site www.vempraroda.com.br. Duas pessoas com vivências totalmente distintas, mas com uma sintonia e suavidade impressionantes. Marli com seu jeito determinado, seguro, e ao mesmo tempo carismática, apresentou sua trajetória na ONG. Já Eduardo com sua tranquilidade, mostrou sua trajetória em movimentos políticos e como as pessoas podem articular entre si questões políticas, ou não, de forma pacífica. E a sua articulação entre os grupos montou o Vem pra Roda. Um movimento que busca convidar as pessoas para a discussão sobre política, de um jeito bacana e sensato pra valer. Além de registrar e compartilhar experiências.

Além disso, Eduardo ministrou o workshop Reaprender a Dialogar. Na verdade, foi um bate-papo superinteressante, com dinâmicas sobre a nossa percepção corpórea em um diálogo conflitante, como perceber o próprio desconforto e ouvir o outro. Sem que isso se torne um incômodo, e aprender que o conflito é necessário para a resolução dos problemas. Mas a sua consciência corporal e a reação diante do conflito são o mais importante. Perceber o que o incomoda, respirar, ter uma visão do entorno, tudo isso – em apenas um minuto – pode fazer a diferença. E para a cultura da paz, é necessário o autoconhecimento.

Já o workshop de soluções criativas para ONGs trouxe como base ferramentas de design thinking, ministrado por Caco Idiart, da Nano BizTools.Uma ferramenta que pode ser usada para quase tudo. Um bate-papo superdescontraído, além de algumas colocações comuns nos dois eventos (o do sábado e o do domingo), a necessidade de conhecer o outro, o local, o entorno. Vejam como é importante conhecer o local sem interferir na vida das pessoas, apenas conhecer o cotidiano, hábitos das pessoas. Isso faz uma grande diferença na montagem de projetos e solução de problemas simples. Além do brainstorming de ideias, é claro, sem critérios, apenas ideias. Porque, hoje, grandes sacadas podem surgir de sugestões absolutamente absurdas.
Além de debates interessantes, a Virada trouxe a união dos diferentes grupos envolvidos, através do esporte,
remadas de stand up padle, passeios de bicicletas, contação de histórias, recolhimento de lixo na Orla do Guaíba, coleta de lixo eletrônico, bem como algumas curiosidades, uma árvore que carrega o celular com o armazenamento da energia solar, e se pode escutar música ou ler um livro enquanto carrega o aparelho.
Embora a sustentabilidade seja tratada por muitas pessoas como apenas uma questão ambiental, a Virada Sustentável veio para Porto Alegre para ampliar a visão dos públicos e mostrar o quanto esse tema é amplo. Não são apenas os ecochatos falando, e sim um ciclo abrangente de ações, comportamentos, atitudes, sentimentos e espiritualidade, que complementam o social, econômico e ambiental. Tudo está interligado. A sustentabilidade é o ponto de equilíbrio do ser humano e a sua relação com o meio ambiente. Foram três dias de muita informação, colaboração e trocas geniais.



Um comentário:

  1. Cleusa, definitivamente.... tens que estar em algum veículo de comunicação!!!!
    O texto informativo flui ao natural! E com as imagens, a leitura ficou ainda mais fluente e suave! Parabéns!!!!!

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